Fraturas da Osteoporose podem ser tratadas com cimento ósseo







A osteoporose é uma doença que causa a diminuição da densidade do osso, ou seja, o osso torna-se mais poroso, mais fraco. Para prevenir a ocorrência da osteoporose, devemos realizar exames periódicos, chamados de densitometria óssea, a partir de 60 anos de idade, manter uma dieta equilibrada rica em cálcio, tomar sol nos horários adequados e manter atividades físicas. 

Quando a osteoporose é diagnosticada, iniciam-se medidas para tentar prevenir a ocorrência das fraturas que são a suplementação de cálcio, vitamina D, e a realização supervisionada de atividades físicas. A ocorrência de uma fratura pode realmente causar uma série de problemas. Como acomete pessoas idosas, a limitação e repouso causados pela fratura podem facilitar o aparecimento de outros problemas de saúde, que somados podem causar um dano muito maior, como pneumonias, tromboses, constipação intestinal, entre outros. Por isto, o importante nestes pacientes é restaurar o mais rápido possível a fratura, para que voltem a realizar as suas atividades do dia-a-dia sem ficarem acamados, por mais tempo.

Dependendo da fraqueza no osso no paciente com osteoporose, qualquer pequeno trauma pode resultar numa fratura. Entretanto, nem todo o esqueleto sofre a mesma intensidade de desgaste de maneira uniforme - punhos, quadris e coluna são locais de maior risco. No caso da coluna, pacientes com um quadro avançado podem ter fraturas até mesmo sem que a pessoa sofra uma queda.

Quando ocorrem fraturas da coluna, o objetivo de evitar repousos absolutos também deve ser evitado, uma vez que isto pode resultar em outros problemas para este paciente, como dito acima. Dependendo do tipo da fratura e da sua localização, pode-se optar pelo tratamento conservador, com medicamentos para alívio da dor e coletes ortopédicos. Nos casos em que não ocorre a melhora dos sintomas e o paciente ainda sofre muito com as dores, pode-se utilizar a injeção de cimento ósseo dentro do osso da coluna. Este procedimento recebe o nome de vertebroplastia ou cifoplastia.

Como é feito o procedimento?

Quando há a indicação, ele é feito no centro cirúrgico com o paciente deitado de barriga para baixo, com anestesia local e sedação leve - ou seja, o paciente fica consciente, porém sonolento e sem dores. Então, uma agulha é introduzida seguindo o trajeto que foi anestesiado, até ser colocada dentro do osso. Isto é feito com o uso de um aparelho de raio-x, que permite ver praticamente em tempo real o correto posicionamento da agulha. Uma vez na posição correta, o cimento (no geral feito de polimetil-metacrilato, ou PMMA) é colocado dentro da vértebra, e em poucos minutos já seca e deixa o osso mais firme. O paciente pode receber alta no mesmo dia ou no dia seguinte.

Quais as vantagens?

O objetivo deste procedimento é aliviar a dor causada pela fratura no paciente que não apresentou melhora mesmo tendo sido tratado de maneira conservadora adequadamente. Alguns pacientes sentem a melhora da dor logo após o procedimento ou nos primeiros dias. O que permite que retorne mais rápido as suas atividades.

Quais as indicações?

A indicação correta é o principal fator de segurança deste procedimento. As fraturas devem ser avaliadas caso a caso. Para que o procedimento seja realizado não deve haver fratura estendendo-se para a região de trás do osso, pois como o cimento é aplicado em uma condição mais pastosa, ele pode extravasar para fora do osso, vindo a comprimir os nervos ou vasos. Por isto deve ser realizado com muito cuidado, e apenas quando a fratura apresenta as características adequadas para sua realização. Isto pode ser visto nos exames de radiografia, tomografia e ressonância magnética da região envolvida.

Podem acontecer fraturas novamente?

Sempre que uma pessoa sofre fratura em um osso da coluna por osteoporose, um outro osso também pode apresentar uma fratura. Por isso, independente do tratamento da fratura, os cuidados e o tratamento adequados da osteoporose devem sempre ser realizados, buscando minimizar os riscos de novas fraturas. Logo, cada caso deve ser avaliado e tratado individualmente para que se possa determinar qual o melhor tratamento. Podendo ser desde o acompanhamento clínico, sem cirurgia, a aplicação de injeção de cimentos, ou ainda, em casos mais graves, a cirurgia de descompressão e estabilização.


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