Formas mais usadas de Eletroterapia






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A eletroterapia consiste no uso de correntes elétricas com finalidades terapêuticas diversas. Existem muitos tipos de correntes que podem ser utilizadas na eletroterapia, cada qual com particularidades próprias quanto às indicações e contraindicações. Mas todas elas têm um objetivo comum: produzir algum efeito no tecido a ser tratado, que é obtido por meio das reações físicas, biológicas e fisiológicas que o tecido desenvolve ao ser submetido à terapia (Wikipédia, 2009).

Alguns desses objetivos são: controle da dor aguda e crônica, redução de edema, redução de espasmo muscular, minimização de atrofia por desuso, facilitação da reeducação muscular, fortalecimento muscular, facilitação da cicatrização tecidual e da consolidação de fraturas (Wikipédia, 2009).

Para a utilização da eletroterapia há precauções que devem ser seguidas: evitar tratar sobre a pele com transtorno de sensibilidade, evitar feridas abertas na área de tratamento, evitar áreas de extremo edema, não colocar eletrodos sobre os músculos da laringe, faringe, próximo ao seio carotídeo. São contraindicações para utilização da eletroterapia: áreas com distúrbio vascular, indivíduos portadores de neoplasias, pacientes mentalmente desorientados (Hayes, 2002).

A intensidade da corrente deve sempre ser aumentada gradativamente, de acordo com a tolerância do paciente. Devem ser utilizados eletrodos de silicone, borracha ou autoadesivos em bom estado e gel condutor de boa qualidade (IBRAMED, 2009)

Eletroanalgesia

A eletroanalgesia consiste no uso da eletroterapia com objetivos analgésicos. É um recurso útil no tratamento das dores lombares agudas e crônicas. Os tipos de correntes mais utilizados para esta finalidade terapêutica são a eletroestimulação transcutânea (TENS) e a corrente interferencial (Guirro e Guirro, 2004).

TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea)

A TENS é uma corrente de baixa frequência (2 a 200Hz) considerada um recurso valioso para o alívio da dor, seja ela proveniente de lesões agudas ou decorrentes de processos crônicos. O uso desse tipo de eletroestimulação tem permitido a redução na utilização de medicamentos farmacológicos para o controle da dor lombar (NEFE, 2010).

Esse tipo de corrente age sobre as fibras nervosas aferentes como um estímulo diferencial que "concorre" com a transmissão do impulso doloroso. Ativa as células da substância gelatinosa, estimula a liberação de endorfinas, endomorfinas e encefalinas, diminuindo ou bloqueando a percepção central à dor (NEFE, 2010).

A eficiência no uso da TENS está diretamente relacionada à forma do estímulo, sua intensidade, frequência e a colocação dos eletrodos. Na medida em que os impulsos atingem o nervo acontece à regulação para o controle da dor (Rodrigues e Guimarães, 1998).

Para o controle da dor aguda, normalmente a frequência usada é alta variando entre 100 e 200 Hz. Para o manejo da dor crônica utiliza-se frequências entre 50 e 100Hz. Os eletrodos devem ser posicionados paralelamente à área dolorosa. Quando necessário outro par de eletrodos pode ser fixado bilateralmente à coluna vertebral, ao nível das raízes nervosas que abrangem a área da dor (IBRAMED, 2009).

Corrente interferencial

As correntes interferenciais são correntes de média frequência, de aproximadamente 4000 Hz. Podem aliviar a dor mediante a produção de um bloqueio periférico da atividade das fibras nervosas portadoras de impulsos nocivos. Na fase aguda utiliza-se frequências entre 100 e 150 Hz, na fase subaguda, utiliza-se frequências entre 75 e 100 Hz e na fase crônica, utiliza-se frequências entre 25 a 75 Hz (IBRAMED, 2009).

Como na TENS seus impulsos também são transmitidos por meio da pele com o auxílio de eletrodos de silicone ou borracha e gel condutor. Seus efeitos terapêuticos, além do controle da dor incluem a promoção da cicatrização, o reparo tecidual e a produção de contrações musculares (IBRAMED, 2009).

Eletroestimulação russa

A corrente russa é uma corrente de média frequência homogeneamente alternada de 2.500 Hz, utilizada com a finalidade de fortalecimento muscular. Seu uso para o tratamento de dores lombares é indicado em uma fase tardia da recuperação, momento em que o reforço muscular torna-se importante para melhorar o equilíbrio postural (Low e Reed, 2002).

O uso da corrente deve sempre ser associado ao exercício ativo para que os resultados obtidos sejam satisfatórios. O tempo de estimulação varia de acordo com o músculo a ser fortalecido e a condição muscular do indivíduo (IBRAMED, 2009).

Devem ser fortalecidos, sobretudo, os músculos abdominais e a musculatura adutora de coxa.

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