Avaliação e testes para iniciar tratamento com pliometria







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Antes de se iniciar um programa de treinamento pliométrico, deve-se realizar um exame biomecânico superficial e uma bateria de testes funcionais, a fim de identificar possíveis contra-indicações ou precauções.

A biomecânica do membro inferior deve ser normal para ajudar a garantir uma base de apoio estável para transmissão de força. Anormalidades biomecânicas do membro inferior não são contra-indicações para exercícios pliométricos, mais podem contribuir para lesão por excesso de uso se não forem abordados. Antes de se iniciar os exercícios é necessário uma base de força adequada da musculatura estabilizadora, testes funcionais são muito eficazes para avaliar a existência de força adequada, antes de se iniciar o exercício pliométrico.

A falta de força suficiente nas extremidades inferiores resultará em perda da estabilidade na aterrissagem e aumentará a quantidade de estresse absorvido pelos tecidos de sustentação devido a forças de alto impacto, esses dois fatores reduzirão o desempenho e aumentarão o risco de lesão.

Alem da análise biomecânica, deve-se fazer uma avaliação neuromuscular para saber se o atleta está apto a iniciar o tratamento através dos exercícios pliométricos.

Nesta avaliação neuromuscular devem conter os seguintes itens:
  • Resolução da dor, suficiente para participar de exercícios e atividades em nível mais elevado
  • Ausência de inflamação ou edema articular,
  • Ter recuperado a amplitude normal de movimento em relação ao lado não envolvido
  • Alinhamento e mobilidade normais da articulação,
  • Flexibilidade de tecido mole (incluindo estruturas contráteis e não contráteis),
  • Força adequada para atividades de sustentação de peso total para a extremidade inferior ou de força para uso funcional da extremidade superior,
  • Reflexos normais
  • Controle motor normal
A pliometria na reabilitação nas lesões atléticas, além de aumentar o condicionamento, aumenta ou facilita padrões motores funcionais, reflexos e de propriocepção, sendo todos eles essenciais para a tarefa de recolocar um atleta de volta às competições. É importante levar em consideração a fase da reabilitação e o estado do tecido cicatricial quando se implementar a pliometria no programa de um paciente .

É baixo o risco de ocorrência de lesões pela prática de exercícios pliométricos, para que esses riscos sejam mantidos baixos, o fisioterapeuta deve compreender os princípios básicos da pliometria e sempre deve seguir as diretrizes adequadas para volume, intensidade e progressão. A não aderência às exigências prévias ao treinamento e uma progressão apropriada, aumentará o risco de lesão. As áreas de lesão potencial associadas à pliometria da parte inferior do corpo, são: pés, tornozelos, joelhos, quadris e parte baixa das costas. Freqüentemente as lesões ocorrem quando o paciente esta fadigado, mais para o final da sessão.

Condicionamento inadequado, falta de aquecimento, calçados esportivos de pouca qualidade, superfícies inadequadas para Pliometria e baixos níveis de habilidades predispõem um atleta a lesão.

A especificidade do treinamento garante que o corpo esteja preparado para aceitar o estresse que será imposto sobre ele durante o retorno a prática esportiva .

Testes Específicos


Testes funcionais são utilizados para avaliar a capacidade do paciente de realizar atividades dinâmicas. Esse tipo de avaliação é proveitosa pois ajuda ao clínico determinar quando o paciente deve começar um programa pliométrico e para determinar se o paciente está pronto para avanços, para atividades funcionais mais difíceis ou para  um treinamento específico do esporte praticado [2].

Os testes de estabilidade, que devem ser realizados antes do inicio do treinamento pliométrico podem ser divididos em duas subcategorias: teste de estabilidade estático e teste de movimento dinâmico.

Os testes de estabilidade estática devem ser iniciados com movimentos simples de baixa complexidade motora e progredir de forma a testar habilidades motoras mais complexas. A base para estabilidade do membro inferior centraliza-se em torno da capacidade de realizar apoio unipodal.

O teste é realizado da seguinte maneira:

Um indivíduo deve conseguir realizar apoio unipodal por trinta segundos, com os olhos abertos e fechados, antes de iniciar o treinamento pliométrico. O fisioterapeuta deve observar presença de tremores e oscilações nas articulações da extremidade. Caso seja constatado déficit de força muscular, deve-se limitar a dar ênfase ao fortalecimento isolado dos músculos enfraquecidos e este atleta não estará apto a realizar a próxima etapa do teste. Nesta etapa o teste é realizado da mesma forma, mais agora em semiflexão. Após realizar com sucesso este teste, o atleta está apto para os testes de movimentos dinâmicos.

* Postura sobre uma perna -30 segundos

- Com os olhos abertos - Com os olhos fechados

* Agachamento de 25% com uma só perna -30 segundos

- Com os olhos abertos

- Com os olhos fechados

* Agachamento de 50% com uma só perna -30 segundos

- Com os olhos abertos

- Com os olhos fechados

O teste dinâmico é realizado antes e depois dos períodos de treinamento, sendo importante para medir o progresso e fornecer feedback, orientação e motivação [.

Os testes dinâmicos são realizados da seguinte forma:

A) Pulo vertical em pé (mede a altura do pulo vertical):

- O paciente fica em pé contra uma parede com seu braço dominante estendido verticalmente, o mais alto possível.

- É marcado o ponto atingido pelas pontas dos dedos estendidos.

- O paciente pula com os dois pés o mais alto que puder; o ponto mais alto alcançado é marcado.

- O paciente faz três tentativas, e a maior distância entre os dois pontos marcados é a altura do salto vertical.

B) Pulo longo em pé (mede a distância do pulo horizontal :

- O paciente fica em pé sobre uma linha com os pés paralelos e pula para frente, o mais longe possível.

- São feitas três tentativas, e a maior distância è a do salto horizontal.

Publicado em 14/07/14 e revisado em 16/04/18

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