A fadiga, a fisioterapia e a esclerose múltipla








O indivíduo com Esclerose Múltipla pode apresentar qualquer sinal ou sintoma neurológico, incluindo:

- alterações sensoriais como a perda de sensibilidade táctil ou formigueiro
- parestesia
- fadiga muscular
- clónus
- espasmos musculares
- dificuldades locomotoras
- dificuldades na coordenação e de equilíbrio (ataxia)
- dificuldades na fala (disartria) ou na deglutição (disfagia)
- problemas visuais tais como fosfeno, diplopia, nistagmo, na sequência de uma neurite óptica
-  Fadiga,
- dor aguda ou crónica
- dificuldades miccionais e do peristaltismo intestinal com obstipação secundária

São também comuns vários graus de degradação da capacidade cognitiva, bem como sintomas de depressão nervosa e humor instável, alternando entre episódios de choro e de alegria eufórica

Sabendo de todos esses sintomas fica facil como a fisioterapia pode ajudar esse tipo de paciente a ter uma melhor qualidade de vida. E uma das coias que mais incomodam o portador da Esclerose é o cansaço causado pela fadiga muscular. Como é incapacitante, acaba atrapalhando as relações sociais, inclusive as laborais.

O cansaço pode se manifestar de várias formas. A forma aguda aparece durante os esforços e desaparece com o repouso. A crônica persiste mesmo após o repouso. A forma localizada aparece pelo excesso do uso de determinado grupo muscular, mas desaparece com o repouso. E a última é a sistêmica, a forma mais frequente na esclerose múltipla, em que a pessoa apresenta cansaço geral, perda de força e de resistência física e, também, desânimo. Porém, não é só esse tipo de fadiga que afeta o portador da doença.

A fadiga muscular em braços ou pernas após exercícios repetitivos, como andar longas distâncias, fazendo com que a perna falhe e haja sensação de fraqueza. Isso é causado por um bloqueio do impulso nervoso, por isso o ideal é parar de andar ou realizar o ato repetitivo para que a condução nervosa reinicie. Há ainda a fadiga por falta de condicionamento físico, que ocorre quando os músculos são pouco utilizados. É um ciclo vicioso, pois quem experimenta uma fadiga intensa acaba evitando atividades físicas e cai no sedentarismo.

Ainda há o impacto da esclerose múltipla no controle muscular, na coordenação e na força leva a um aumento nos esforços e no gasto de energia para realizar tarefas rotineiras.Há também a fadiga relacionada à depressão, a induzida por medicação e a causada por distúrbios do sono. Assim como provoca a ruptura da vida diária, a fadiga causa ansiedade quando os sintomas da doença reaparecem. Isso ocorre particularmente após um esforço e especialmente quando a atividade ou o ambiente provocam um aumento da temperatura corpórea.

A fisioterapia regular pode ajudar o portador a encontrar seus próprios limites, evitando que se entregue ao sedentarismo e à depressão. Além disso, há dicas práticas para melhorar o processo:

- Evite banhos quentes e temperaturas muito quentes
- Exercícios excessivos
- Refeições pesadas
- Tabagismo.

O portador deve planejar a vida de modo a estabelecer uma escala das necessidades no trabalho, noitadas e ocasiões sociais sejam repartidas. Siga uma dieta sensata e reduza o peso, se for o caso, com a ajuda de um especialista. Fracione as atividades de vida diária e respeite o período de repouso entre as atividades. Faça atividades leves, conscientes e orientadas por um profissional, e procure se manter sereno, controlando a depressão e o estresse.

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