O cuidado no diagnóstico em estenose medular






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A primeira vez que senti uma falta de força no braço foi atendendo um paciente. Inesperadamente, a mão fraquejou numa manipulação de cervical. Lembro como se fosse hoje a minha sensação de "o que está acontecendo?" Já vinha sentindo dores na coluna, muito por causa do ritmo louco de vida que eu levava. Ainda bem que esse foi o único episódio de fraqueza de mãos com pacientes. E não evoluiu, muito diferentemente do que acontece com pacientes que sofrem de estenose medular.

A estenose medular é definida pela diminuição do espaço do canal onde fica a medula espinhal, causado por aumento ou migração das estruturas que a circundam. Este processo resulta na compressão da medula propriamente dita e dos vasos que fornecem o suprimento sanguíneo necessário para manter suas células saudáveis. A limitação dos nutrientes e oxigênio resulta em sofrimento e morte celular com consequente necrose dos tecidos. Os sintomas geralmente têm início traiçoeiro e podem abrir o quadro com diminuição da destreza das mãos, traduzindo-se em mudança da letra cursiva, perda de firmeza das mãos, dificuldade de abotoar camisas e usar talheres ou copos.

Ela compromete a propriocepção, que inclui a capacidade de localizar as partes do corpo no espaço, e então o cérebro não recebe as informações necessárias para funções como sentir as sinuosidades do solo e promover todo equilíbrio muscular necessário para que a marcha ocorra normalmente. Há também, em casos mais graves, aumento descontrolado do tônus muscular, espasticidade e aumento patológico dos reflexos - o mais conhecido é o reflexo patelar de extensão do joelho, que somados ao restante do quadro podem limitar muito as atividades diárias destes pacientes.

É muito importante diferenciar outras doenças que podem apresentar sintomas semelhantes ao da estenose cervical, como síndrome do túnel do carpo, neuropatia diabética e esclerose múltipla. O que eu tive, pro exemplo, foi a síndrome do desfiladeiro toracico, que foi tratada e, mesmo eu tendo falta de força no punho algumas vezes, não chega ao que narrei acima, no início do post.

O cuidado para esse diagnóstico e não superestimar os sintomas é o inicio de um tratamento com sucesso.

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