Saiba mais sobre o Ultrassom







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O mecanismo baseia-se na produção de ondas sonoras de alta frequência (não audíveis pelo ouvido humano) utilizando-se de um equipamento. As ondas sonoras atravessam a pele até o interior do organismo, utilizando um gel aplicado sobre a pele como condutor.  O Ultra-som é extensivamente utilizado e combinado com outras modalidades de tratamento de lesões de tecidos moles. É creditado ao Ultra-som possuir um efeito benéfico na redução da dor e estados inflamatórios aumentando a mobilidade funcional e reduzindo o tempo de recuperação.

Existe evidência implicando um papel fundamental dos mecanismos atérmicos na produção de um efeito terapeuticamente significativo: estimulação da regeneração dos tecidos, reparo do tecido mole, aumento do fluxo sanguíneo em tecidos cronicamente isquêmicos, síntese de proteínas e reparo ósseo.

Além disso, a potência de 0,5 W/cm2 em pulsos à freqüência de 3 MHz é empregada para tratamento de tecidos superficiais, pois a energia é rapidamente absorvida; com efeitos não-térmicos conseguidos através da forma em pulsos e uma intensidade baixa. Ainda, o principal componente necessário para a remodelação adequada e um dos aminoácidos essenciais do colágeno aumentam depois de doses baixas de Ultra-som em pulso. Esses eventos fazem com que o tecido conjuntivo cicatrizado seja mais forte e deformável, capaz, portanto, de suportar cargas elevadas.

São dois tipos de Ultra-som:

a. Ultra-som Pulsado. Benefícios: massagem mecânica, dispersa os fluidos do edema, dispersa toxinas, provoca a quebra de calcificações. O modo pulsado, que possuem ciclo de trabalho de 20%, 10% ou 5%, diminuem os efeitos térmicos.

b. Ultra-som Contínuo. Benefícios: produz calor profundo na interface muscular, aumenta o fluxo de sangue para circular os nutrientes, reduz o espasmo muscular, elimina a formação fibrótica. O modo contínuo eleva mais efetivamente a temperatura do tecido.

O U.S. de 1.0 MHz é usado em estruturas mais profundas (músculos, tendões, bursas), pois ele é pouco absorvido em estruturas superficiais e em tecido adiposo.

Ao contrário, 3.0 MHz deve ser usado em estruturas superficiais pois a energia é absorvida nos tecidos que estiverem entre 1 e 2 cm abaixo da superfície da pele evitando o rebote do periósteo.

O Ultra-som aumenta a taxa de metabolismo no tecido; aumenta a extensibilidade do colágeno; aumenta o fluxo sanguíneo e a cicatrização tecidual; diminui a sensibilidade de elementos neurais; alivia a dor e espasmos musculares.

A sua contra-indicação é específica para neoplasmas (câncer ativo), desordens circulatórias, útero gravídico ou sobre os órgãos reprodutores, áreas de inflamação aguda, feridas abertas, epífises de ossos em crescimento, acima ou sobre aparelho de Marcapasso.

Deve ser evitado seu uso (contra-indicação relativa) sobre áreas insensíveis, sobre fraturas não consolidadas, tratamentos em áreas sobre o cérebro, o coração, os olhos e os ouvidos.

Devido a não uniformidade do feixe de Ultra-som, o cabeçote não deve ficar parado sobre um mesmo local. Também não deve ser movimentado muito rápido, pois não haveria tempo do tecido entrar em ressonância. O melhor procedimento é o movimento circular-deslocado, numa velocidade de 1 a 2cm/segundo.


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