Saiba quais são as principais sequelas do AVC






http://www.sulinformacao.pt/wp-content/uploads/2015/03/AVC.jpg

Lidar com um paciente que sofreu um AVC, seja ele isquêmico ou hemorrágico é dificil, principalmente pelas sequelas que ficam.  Pensando nisso, vamos falar dessas equelas e como conviver melhor com elas no dia a dia.

Paralisias
As sequelas do acidente vascular cerebral são decorrentes do tipo de lesão, da extensão e da sua localização. Geralmente, a área mais afetada é a região irrigada pela artéria cerebral média, causando paralisia desproporcional do lado contrário do corpo (em que, na maioria das vezes, o membro superior é mais afetado do que inferior).
Por isso, é comum vermos pacientes que voltam a andar, mas ficam com os movimentos do braço muitos limitados.
Déficit Sensitivo
De difícil tratamento, a falta de sensibilidade causa uma sensação de anestesia parcial ou total do segmento do corpo afetado, e pode vir acompanhada ou não de dor. Muitas vezes, ele tem o movimento, mas como não sente, acaba por não utilizar a parte afetada.
Para o indivíduo sadio, pegar um objeto é um ato normal, corriqueiro e automático. Em um paciente com déficit motor, este ato deverá ser planejado, visto que a pessoa deverá passar a calcular a distância, a força, o tipo de pressão, o peso. Em pacientes com sequelas sensitivas, este mesmo ato também vai precisar da compensação com a visão, além de todos os requisitos acima.
Afasias
Em 95% das pessoas, o hemisfério dominante, onde se localiza o centro da linguagem, fica no lado esquerdo do cérebro. Por isso, é comum ao paciente que tem AVC do lado esquerdo apresentar paralisia à direita associada a um déficit de linguagem, chamada afasia, que se dividem predominantemente em três tipos:
  • De expressão: pacientes que entendem melhor do que falam.
  • De compreensão: o paciente pode ter fala fluente, mas sem significado e/ou coerência.
  • Mista: é mais comum, e o paciente apresenta dificuldade de compreensão e de expressão.
Os indivíduos afásicos têm a inteligência preservada e tendem a prestar atenção em dicas não-verbais que recebem do ambiente, em expressões faciais, musicalidade da voz, por vezes imitando movimentos e gestos das pessoas que os cercam. É como se tivessem que se comunicar por meio de uma língua com a qual não estão habituados.
Apraxias
Geralmente, acompanham a lesão do hemisfério dominante em que, além da dificuldade na fala, a pessoa perde a capacidade de se expressar por gestos e mímicas. Muitas vezes, este tipo de comunicação só se dá se for intencional, espontânea. Os tipos de apraxias mais comuns são:
  • Construtiva: dificuldade de montar um quebra-cabeça.
  • Ideomotora: dificuldade na expressão de gestos com significado – dar tchau, sinal de silêncio.
  • Posicional/Espacial: dificuldade na localização espacial em si e/ou no outro, (direita/ esquerda, mapas).
O tipo mais grave é a de apraxia de marcha. O paciente não está paralisado, mas perde a sequência de movimentos necessária para o ato de andar.
A apraxia do vestir-se, dificuldade na sequência de posicionamento e colocação de roupas, ocorre nas lesões de hemisfério não-dominante.
Negligência
Pode ocorrer em lesões do hemisfério não-dominante. E se caracteriza por uma falta de percepção da metade afetada do corpo, como se aquele segmento não lhe pertencesse.
É uma sequela muito grave, mas que, normalmente, desaparece ou se torna apenas uma desatenção depois dos três primeiros meses. Os quadros de negligência também podem ser de três tipos – motor, visual, sensitivo. O indivíduo tem o movimento, enxerga e sente, porém o cérebro não percebe estas possibilidades. Essas pessoas não se importam com o que está acontecendo ao seu redor, falam em demasia e estão pouco comprometidas com o tratamento.
Agnosia Visual
Lesão que acontece na parte posterior do cérebro (área de recepção da visão), e que é conhecida por agnosia visual, em que o paciente não consegue reconhecer objetos visualmente.
Ele "enxerga, mas não vê". E isso pode influenciar negativamente inclusive em seu desempenho motor. E dependendo do local e do grau da lesão, a pessoa pode ter dificuldade em reconhecer rostos.
Déficit de Memória
Outra sequela é o déficit de memória. E o mais comum é que os pacientes lembrem mais de coisas antigas do que de recentes. Se o paciente ''lembra que esquece", isso é, possui metamemória, a reabilitação é possível.
Lesões no Tronco Cerebral
Geralmente, estas lesões possuem quadros motores muito graves, pois causam paralisia nos dois lados do corpo além de déficits associados (estrabismo, paralisia facial, desequilíbrio, disfagia ou dificuldade para engolir).
Aqui, o paciente tem a capacidade mental intacta, mas apresenta grave incoordenação motora e saliva em excesso. Podem parecer ter deficiência mental, devido à falta de coordenação também na fala, sintoma conhecido como disartria. O caso mais grave deste tipo de lesão é conhecido como "Síndrome do Encarceramento".
Alterações Comportamentais
Na parte da frente do cérebro estão localizadas as funções mais nobres do ser humano. Dependendo do local e da extensão da lesão, o paciente pode apresentar quadro de apatia ou de agitação. Em quadros de falta de iniciativa, podem ficar sem apetite e sem vontade de beber água. Nos de agitação, tendem a ficar sem crítica social – falam sem pensar –, e na maioria das vezes, podem ser explosivas quando contrariadas.
Depressão
Cerca da metade dos pacientes que tiveram AVC e ficaram com graves sequelas apresentam um quadro de depressão que necessitará de tratamento com medicação.

Você não pode perder:

Atualizações em Reabilitação Cardiopulmonar
eBook de Fisioterapia Hospitalar Completo
Drive Virtual de Fisioterapia



COMENTE O POST

Coloque no Google Plus

About Faça Fisioterapia

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

Shopping