15 testes ortopédicos para ombro






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O ombro é a articulação complexa entre o braço (ou [[membro (anatomia) , ou seja, a estrutura do tórax dos vertebrados constituída pela clavícula e pela escápula.

No entanto, o ombro é formado por quatro articulações separadas e por um complexo de músculos; as articulações são:

a articulação glenoumeral, que consiste no encaixe da "cabeça" do úmero na cavidade glenóide da omoplata;
a articulação acromioclavicular, que liga a clavícula à apófise acromial da escápula;
a articulação esternoclavicular, entre a clavícula e o esterno; e
as ligações da escápula com os músculos da coluna torácica e cervical

Os músculos que fazem mover o braço são:

o peitoral maior, adutor do braço;
o trapézio, que eleva a escápula;
o deltóide, realiza elevação e abdução do braço; e
o grande dorsal, auxilia na inferiorização do braço e rotação externa

Na ligação entre o ombro e o pescoço, existe um espaço triangular entre os músculos peitoral e o deltóide, com base na clavícula – a "saboneteira" – por onde passa a veia cefálica para se juntar com a veia axilar.

O deltóide, cobrindo a cabeça do úmero, em conjunto com um conjunto de músculos menores, é que formam a proeminência do ombro e impedem que esta articulação se desloque (luxação).

O peitoral forma a parte anterior da axila, enquanto que a posterior é formada pelos músculos grande dorsal e "redondo maior". Os vasos sanguíneos axilares e o plexo braquial de nervos atravessa esta região.

Vamos ver agora 15 testes ortopédicos que avaliam a integridade da articulação:

TESTE DA LATA VAZIA (JOBE):

Posição de teste: O paciente fica em pé com ambos os ombros abduzidos a 90º, aduzidos horizontalmente a 30º e rotados medialmente de modo que os polegares do paciente apontem para baixo.

Ação: O examinador aplica resistência contra o movimento ativo do paciente para elevar os ombros.

Achados positivos: Deve-se suspeitar de comprometimento do músculo supra-espinhal e/ou de seu tendão em caso de fraqueza e/ou relato de dor.

Considerações/Comentários especiais: Fraqueza do músculo supra-espinhoso pode ser resultado de comprometimento nervoso. A dor relatada pode ser indicativo de tendinite e/ou impacto.



TESTE DE YERGASON:

Posição de teste: O paciente senta-se com o cotovelo flexionado 90º e estabilizado junto ao tronco. O antebraço fica em pronação. O examinador apóia uma das mãos sobre o antebraço do paciente e a outra sobre a porção proximal do úmero do paciente próximo ao sulco intertubercular.

Ação: O examinador aplica resistência contra o movimento ativo do paciente para supinação do antebraço e rotação lateral do úmero.

Achados positivos: A dor relatada na região do sulco intertubercular é um achado positivo que pode indicar tendinite bicipital.

Considerações/Comentários especiais: Este é um teste difícil de ser realizado. O examinador pode ser mais acurado para diagnosticar tendinite bicipital simplesmente palpando o tendão da cabeça longa do bíceps braquial no sulco intertubercular.



TESTE DE SPEED:

Posição de teste: O paciente fica sentado na mesa de exame ou de pé. O ombro afetado é flexionado a 90º, o cotovelo fica em extensão completa, e o antebraço em supinação. O examinador apóia uma das mãos sobre a face medial do antebraço e a outra mão na região proximal do úmero do paciente próximo ao sulco intertubercular.

Ação: O examinador aplica resistência contra o movimento ativo de flexão do cotovelo do paciente.

Achados positivos: Incômodo e/ou dor no sulco intertubercular é um achado positivo que pode sugerir tendinite bicipital.

Considerações/Comentários especiais: O examinador deve observar cuidadosamente se o antebraço está em supinação e se o paciente não utiliza musculatura acessória que possa mascarar falta de força muscular (compensação).



SINAL DE LUDINGTON

Posição de teste: O paciente fica sentado ou de pé e o examinador coloca-se de pé por trás do paciente. O paciente entrelaça os dedos das mãos e os apóia na região póstero-superior da cabeça.

Ação: O examinador palpa a cabeça longa do bíceps braquial bilateralmente enquanto o paciente contrai os músculos de ambos os lados simultaneamente.

Achados positivos: Aumento de dor é um indicativo de tendinite da cabeça longa do bíceps braquial. Diminuição da tensão no tendão à palpação pode indicar incapacidade ou dificuldade de contração forte do bíceps braquial.

Considerações/Comentários especiais: O paciente deve estabilizar a cabeça umeral durante a contração e empurrar as mãos contra a cabeça para estabilização. A ausência de tensão pode ser resultado de ruptura da cabeça longa do bíceps.



TESTE DA QUEDA DO BRAÇO:

Posição do teste: O paciente senta-se na mesa de exame ou fica de pé.

Ação: O examinador abduz passivamente até 90º o braço afetado do paciente e então orienta o paciente a baixá-la lentamente.

Achados positivos: O paciente é incapaz de levar lentamente o braço até junto do corpo e/ou sente dor significativa quando tenta realizar o movimento. Isto é indicativo de patologia do manguito rotador.

Considerações/Comentários especiais: Se o examinador suspeitar de patologia do manguito rotador antes de realizar o teste, deve estar preparado para auxiliar o paciente no caso de este demonstrar incapacidade de controlar a adução do braço.



TESTE DE APLEY (DA COCEIRA):

Posição de teste: O paciente pode ficar sentado ou em pé.

Ação 1: O paciente é orientado a levar uma das mãos até o ombro oposto. Repetir com a outra mão para o outro lado.

Achados positivos 1: Resultados assimétricos entre os lados são positivos. A incapacidade de tocar o ombro do lado oposto é indicativa de adução, rotação medial e flexão horizontal na articulação glenoumeral. Limitação na protração escapular também pode produzir resultados assimétricos.

Ação 2: O paciente é orientado a colocar o braço sobre a cabeça e alcançar um ponto atrás do pescoço como se estivesse se coçando. Repetir o movimento para o lado oposto.

Achados positivos 2: Resultados assimétricos entre os lados são um achado positivo. Amplitude diminuída em um dos lados é indicativa de abdução e rotação lateral limitadas, e de rotação superior e elevação da escápula também limitadas.

Ação 3: O paciente é orientado a colocar o dorso da mão nas costas e fazer um pequeno movimento para cima e para baixo. Repetir o movimento com lado oposto.

Achados positivos: Resultados assimétricos entre os lados são positivos. Amplitude diminuída em um dos lados é indicativo de adução e rotação medial limitadas, e de retração e rotação para baixo da escápula também limitadas.

Considerações/Comentários especiais: Cada um desses movimentos é um teste ativo para a mobilidade funcional do ombro. Deve se tomar cuidado para isolar os movimentos comprometidos. Não raro, o paciente apresenta restrição discretamente maior no ombro dominante em comparação com o ombro não-dominante, por causa do aumento da massa muscular no lado dominante. Para os dois últimos componentes, o examinador pode correlacionar o polegar do paciente com o nível do processo espinhoso que está sendo utilizado como referência. O examinador também deve avaliar assimetrias escapulares que possam estar presentes durante os movimentos da articulação glenoumeral.



TESTE CRUZADO DO IMPACTO:

Posição de teste: Paciente sentado. O examinador fica em pé com uma das mãos apoiada por trás do ombro do paciente para estabilizar o tronco e a outra mão apóia o cotovelo.

Ação: Com o tronco do paciente estabilizado, o examinador passivamente realiza adução horizontal máxima do ombro.

Achados positivos: Dor na face superior do ombro indica patologia da articulação acromioclavicular. Dor anterior no ombro é indicativa de patologia do subescapular, do supra-espinhoso e/ou da cabeça longa do bíceps braquial.



TESTE DO IMPACTO POSTERIOR:

Posição de teste: Paciente em decúbito dorsal sobre a mesa de exame com o ombro afetado entre 90º e 110º de abdução e 10º a 15º de extensão. O cotovelo do lado afetado é flexionado a 90º. O examinador fica de pé com uma das mãos segurando o punho e a outra segurando o cotovelo do paciente.

Ação: O examinador lentamente roda o braço do paciente em rotação lateral máxima.

Achados positivos: A ocorrência de dor na face posterior do ombro é indicativa de patologia do manguito rotador e/ou patologia labral posterior.

Considerações/Comentários especiais: Este teste não deve ser confundido com o teste de apreensão ou o de relocação. O teste de impacto posterior produz dor posterior no ombro, enquanto o teste de apreensão produz dor anterior e apreensão. Clinicamente, o teste do impacto posterior está em geral correlacionado com as queixas subjetivas de dor na face súpero-posterior do ombro durante o final da elevação do membro antes de um arremesso ou na natação.



TESTE DO IMPACTO DE NEER:

Posição de teste: Paciente sentado ou de pé com ambos os membros superiores relaxados. O examinador fica de pé com uma das mãos sobre a escápula (por trás) e a outra segurando o cotovelo do paciente.

Ação: Com a escápula do paciente estabilizada, o examinador passivamente realiza flexão máxima do ombro afetado.

Achados positivos: Dor no ombro e apreensão são indicativos de impacto no ombro, particularmente do supra-espinhal e da cabeça longa do bíceps braquial.

Considerações/Comentários especiais: Um teste falso positivo pode ser provocado se o paciente apresentar limitações na flexão do ombro de modo que o impacto não seja o fator de limitação.



TESTE DE IMPACTO DE HAWKINS-KENNEDY:

Posição de teste: Paciente sentado ou de pé com os membros superiores relaxados. Examinador de pé com uma das mãos segurando o cotovelo, e a outra, o punho do paciente, ambas no membro afetado.

Ação: O examinador flexiona o ombro a 90º e então roda medialmente.

Achados positivos: Dor no ombro e apreensão são indicativas de impacto no ombro, particularmente de tendão do supra-espinhoso.

Considerações/Comentários especiais: Este teste tende a ser mais sensível para a avaliação de impacto subacromial.



TESTE DE ESTRESSE DA ARTICULAÇÃO ESTERNOCLAVICULAR:

Posição de teste: O paciente fica sentado com o braço do lado afetado relaxado ao longo do corpo. O examinador fica de pé de frente ao paciente, colocando uma das mãos na extremiadade proximal da clavícula e a outra sobre a espinha da escápula.

Ação: O examinador aplica sobre a clavícula pressão suave para baixo e para trás, observando qualquer movimento na articulação esternoclavicular.

Achados positivos: Dor e/ou movimento da clavícula indica distensão do ligamento esternoclavicular com possível envolvimento do ligamento costoclavicular.

Considerações/Comentários especiais: Este teste não deve ser realizado se houver deformidade observável na articulação esternoclavicular. Deve ser aplicado com cuidado em casos de suspeita de lesão na região da traquéia, aém da patologia esternoclavicular.



TESTE DE TRAÇÃO DA ARTICULAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR:

Posição de teste: O paciente fica sentado de lado com o ombro afetado relaxado e o cotovelo em flexão de 90º. O examinador fica em pé próximo ao lado comprometido e, com uma das mãos, segura o braço do paciente pouco acima do cotovelo. A outra mão do examinador é colocada sobre a articulação acromioclavicular afetada.

Ação: O examinador aplica sobre o braço suave pressão para baixo, observando qualquer movimento na articulação acromioclavicular.

Achados positivos: Dor e/ou movimento da escápula abaixo da clavícula é positivo, indicando distensão do(s) ligamento(s) acromioclavicular e/ou coracoclavicular.



TESTE DE COMPRESSÃO DA ARTICULAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR (CISALHAMENTO):

Posição de teste: O paciente senta-se com o braço afetado para fora da mesa do exame. O examinador fica de pé próximo ao lado afetado, apoiando uma das mãos sobre a clavícula do paciente e a outra sobre a espinha da escápula.

Ação: O examinador delicadamente aproxima as mãos e observa qualquer movimento na articulação acromioclavicular.

Achados positivos: Dor e/ou movimento da clavícula é uma indicação positiva de distensão do(s) ligamento(s) acromioclavicular e/ou coracoclavicular.

Considerações/Comentários especiais: Este teste não deve ser realizado se houver deformidade observável da articulação acromioclavicular.



SINAL DA TECLA DO PIANO:

Posição de teste: O paciente fica sentado com o membro afetado relaxado e para fora da mesa de exame, ou fica de ope de frente para o examinador.

Ação: O examinador aplica pressão para baixo, sobre a extremidade lateral da clavícula do paciente.

Achados positivos: O examinador é capaz de abaixar a clavícula até a sua posição normal ao aplicar pressão para baixo e depois observa a clavícula se elevar novamente. O achado é indicativo de instabilidade da articulação acromioclavicular no lado afetado.

Considerações/Comentários especiais: O examinador deve sempre utilizar uma comparação bilateral quando avalia a amplitude da elevação e da depressão da clavícula afetada. Elevação significativa da clavícula pode também indicar comprometimento da articulação coracoclavicular.

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