Saiba mais sobre a Síndrome da Dificuldade Respiratória









O bebê deve começar a respirar assim que nasce. Os bebês muito prematuros podem ter dificuldades de começar a respirar e os recém-nascidos um pouco maiores podem começar a respirar, mas como seus pulmões tendem a colapsar, também podem registrar dificuldades mais tarde. A Síndrome da Dificuldade Respiratória (SDR) dos recém-nascidos (também chamada de Doença da Membrana Hialina) geralmente ocorre em bebês nascidos prematuramente e é caracterizada por uma dificuldade respiratória progressiva, sendo considerada uma emergência médica.

A Síndrome da Dificuldade Respiratória é devido à formação de uma membrana nos alvéolos pulmonares do recém-nascido prematuro (membrana hialina). Essa membrana funciona como uma barreira mecânica que dificulta ou impede as trocas normais de oxigênio e gás carbônico, podendo levar o bebê a um grau extremo de asfixia e à morte. A formação dessa membrana se deve à deficiência de uma proteína chamada surfactina, que reveste os alvéolos pulmonares. É difícil saber se os bebês já nascem com essa membrana ou se a formam logo após o nascimento, pois eles parecem normais ao nascer e só depois de algumas horas é que começam a ter dificuldade em respirar. Ocorre com maior frequência em crianças prematuras, naquelas que nasceram de parto cesariano e em filhos de mães diabéticas.

Os bebês acometidos pela Síndrome da Dificuldade Respiratória já exibem certa dificuldade respiratória desde o início ou logo após nascerem (6 a 24 horas), a qual vai aumentando progressivamente, podendo ser fatal se eles não obtiverem tratamento precoce e imediato. Numa fase inicial pode haver grunhidos ou choro lamuriento, retrações esternais e intercostais, batimento de asa do nariz, taquipneia (aceleração do ritmo respiratório), hipotermia, cianose, diminuição do murmúrio pulmonar, hipotensão, edema das mãos e pés, peristalse inaudível e diminuição do débito urinário. Mais tarde se somam sinais e sintomas que mostram maior gravidade, como diminuição do tônus muscular, períodos curtos de apneia, bradicardia ou outros ainda mais graves.
Dependendo da gravidade de cada caso os bebês podem se recuperar inteiramente ou ficarem com sequelas respiratórias permanentes devendo, daí em diante, serem acompanhados por um médico especializado.
Nos bebês com Síndrome da Dificuldade Respiratória é possível que ocorram complicações, tais como pneumotórax, pneumonia (principalmente por germes gram-negativos), infecções respiratórias crônicas, displasia broncopulmonar, estenose traqueal, hemorragia cerebral e outras.
As sequelas podem vir a ser: asma, insuficiência respiratória, alterações cardíacas e comprometimentos neurológicos.


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