Fraturas do fêmur infantil






http://rafaelyoshida.com.br/wp-content/uploads/2014/07/fratura-crian%C3%A7a-femur-dr-rafael1.jpg

As fraturas da diáfise femoral em crianças são comuns e frequentemente levam à hospitalização e à necessidade de anestesia para a realização do procedimento ortopédico.

As crianças com fraturas do fêmur com menos de dois anos de idade normalmente estão relacionadas a traumas domiciliares, como quedas de berços, ou mesmo a queda do colo de parentes ou dos pais. Nessa faixa etária deve se estar atento para a possibilidade de maus tratos, principalmente quando a história contada pelos pais ou acompanhantes não sugere um trauma de moderada energia.

O tratamento nessa faixa etária é simples e normalmente não deixa sequelas se bem conduzida pelo médico assistente. O tratamento conservador com gesso longo por um período de 6 semanas normalmente é suficiente.

A partir dos 4 anos o tratamento se torna controverso mas ainda no caminho da imobilização gessada. Em alguns traumas de maior energia onde pode se observar encurtamentos maiores de 2,5 cm, um período de 3 semanas de intenação para realização de tração pode ser necessário seguido da colocação de gesso.

Em crianças em idade escolar, acima dos 7 anos, existe um tendência atual ao tratamento cirúgico objetivando um retorno mais rápido da ciança a sua rotina, assim como a rotina normal de trabalho dos pais. Atualmente o método de escolha são as hastes intramedulares de titânio.

São metas do tratamento das fraturas diafisárias do fêmur em crianças e adolescentes a obtenção de união óssea com restauração do comprimento, do alinhamento e da função do membro, sem perda do movimento das articulações adjacentes.

Essas fraturas são historicamente tratadas de modo conservador com redução e imobilização gessada imediata ou precedida de tração cutânea ou esquelética. Esse procedimento não está isento de complicações, sendo mais frequentes a perda de redução e o encurtamento do membro afetado .

Nas últimas duas décadas, objetivando diminuir o tempo de internação e o prejuízo social do paciente e dos seus familiares, alguns autores têm preconizado o tratamento cirúrgico, particularmente em crianças acima de 10 anos. O emprego dos métodos cirúrgicos está limitado pela morbidade de suas complicações, tais como a infecção e as lesões fisárias. A fixação externa está indicada nas fraturas abertas, em membros com grande lesão de partes moles, pacientes politraumatizados e em fraturas com cominuição extensa.

Nem sempre as fraturas do fêmur na criança apresentam um final feliz. Existem complicações como: encurtamentos ósseos, desvios angulares e até mesmo casos de infecção óssea.

Com ajuda daqui

Quer anunciar neste blog?
Mande uma mensagem no Whatsapp clicando aqui

Quer sugerir uma pauta?
Mande uma mensagem no Whatsapp clicando aqui ou um email clicando aqui


Você não pode perder

Cursos de FISIOTERAPIA para mudar sua carreira:

Tecnologia do Blogger.