A fisioterapia e a embolia pulmonar






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A Embolia Pulmonar é uma doença comum, que pode ser mortal. Resulta da obstrucção de uma artéria pulmonar por um embolo que pode ser um trombo (massa de plaquetas e fibrina), células / bactérias, ar, liquido amniótico ou gordura. Consoante aquilo que lhe dá origem tem o nome de Tromboembolismo, Embolia Séptica, Embolia Gasosa, Embolia Gorda, etc...

Quando uma embolia pulmonar ocorre, subitamente a circulação é interrompida em uma parcela do pulmão. Isso aumenta a resistência à circulação do sangue e diminui a área de funcionamento normal do pulmão. O aumento da resistência sobrecarrega o coração. A diminuição da área de trocas gasosas leva a uma menor oxigenação do sangue. Conforme a situação clínica prévia do paciente que sofreu a embolia, o processo pode não ser percebido imediatamente, por ser assintomático, ou pode levar à morte súbita antes do diagnóstico correto.

Os sintomas de uma embolia pulmonar dependem do grau de prejuízo trazido ao funcionamento do organismo. Trombos pequenos em pacientes jovens podem provocar apenas uma sensação de cansaço leve. Trombos grandes acarretam graves consequências respiratórias e queda acentuada na pressão arterial, variando do choque à morte. Falta de ar, em geral súbita, chiado no peito, tosse, que algumas vezes pode estar acompanhada de sangue, e até cianose (distúrbio circulatório que deixa a pele do paciente de cor azulada devido a alteração da hemoglobina ligada ao oxigênio) são quadros comuns. Pode ocorrer taquicardia, dilatação das veias do pescoço, aumento de tamanho de fígado e baço, além de inchaço nas pernas.

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 A formação de trombos nos membros inferiores pode ser prevenida evitando-se repouso prolongado na cama, movimentação ativa das pernas e uso de meias elásticas ou dispositivos de compressão para facilitar o fluxo de sangue e deambulação precoce após cirurgias. Heparina subcutânea deve ser usada por pacientes que irão permanecer acamados por maior tempo ou que serão submetidos a cirurgias de maior risco, tais como cirurgias ortopédicas nos membros inferiores ou cirurgia de retirada de tumores. É nessa hora que a fisioterapia tem a sua ação, evitando que haja um acúmulo de trombos em membros inferiores e facilitando a circulação no local.

Buscando intervir nas disfunções respiratórias a fisioterapia, em casos de Embolia Pulmonar em sintomas agudos, não tem como intervir, contudo, pode e irá atuar de maneira preventiva de modo eficaz na redução dos fatores de risco para a formação de trombos e o seu deslocamento, caracterizando uma embolia.

Assim, nas condutas da Fisioterapia no manejo de pacientes Internados figurarão a mobilização, de forma ativa, ativa-assistida e passiva, conforme estado geral do paciente com o intuito de promover ativação muscular e recrutamento motor das estruturas contráteis e articulares para fornecer bombeamento sanguíneo e assim evitar uma estase e a formação de trombos. Dentre esses exercícios pode-se estimular a caminhada precoce, caso o paciente possa andar e descarregar peso, exercícios de mini agachamento, exercícios metabólicos, ou seja, com rápida contração dos membros inferiores e superiores; o próprio treino de descarga de peso, com o paciente em pé já favorece a circulação sanguínea, dentre outros exercícios em que o Fisioterapeuta pode fazer uso para evitar a imobilidade prolongada. Pode-se ainda fazer uso da Resistência Elástica Progressiva como recurso de carga e recrutamento muscular para membros inferiores.

Associada a isso, a Fisioterapia poderá orientar para um correto posicionamento do paciente no leito de modo a favorecer a expansão e ventilação pulmonar, bem como orientar para a elevação do membro inferior para auxiliar no retorno venoso. Evitar o uso de roupas apertadas, cruzamento de pernas por tempo prolongado devem fazer parte da conduta de orientação empregada pelo Fisioterapeuta, além de orientar quanto ao apoio na região do pé. Em Dispneia acentuada, a oxigenoterapia pode ser empregada. E o Fisioterapeuta deve estar atento as repercussões cardiovasculares da embolia pulmonar.

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