Exercícios para idosos cardiopatas






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A população idosa cresce à medida que a taxa de fertilidade diminui, contrariando o pensamento de que a população idosa aumenta de acordo com o declínio da mortalidade.

A senescência é o processo fisiológico no qual ocorrem modificações orgânicas, funcionais e morfológicas decorrentes do processo de envelhecimento.

Enquanto que às alterações patológicas, ou seja, àquelas determinadas por
afecções que acometem os indivíduos idosos, é dado o nome de senilidade

As alterações funcionais afetam todos os sistemas do organismo. Tais como o
sistema nervoso, imunológico, endócrino, neuromuscular, ósseo, articular, renal,
gastrointestinal, hematopoiético, respiratório e cardíaco

Para tentar amenizar as consequências das alterações, o paciente idoso disponibiliza da fisioterapia para melhora da função, promover condicionamento  físico, melhorar eficiência dos batimentos cardíacos, dentre outro

Dentre as técnicas fisioterapêuticas destacam-se exercícios na esteira ou bicicleta ergométrica; caminhada; exercícios isométricos, os quais podem resultar em alterações benéficas e maléficas sobre o sistema cardiovascular
exercício isométrico é descrito como exercício estático contra uma resistência fixa ou muito alta para ser movida. Neste tipo de exercício não há mudança no comprimento muscular e nem no ângulo da articulação

Antigamente, acreditava-se que o melhor tratamento para pacientes cardiopatas era o repouso. Isso o proporcionaria uma rápida cicatrização, porém seria difícil que o paciente voltasse a realizar suas atividades de vida diária (AVD's) normalmente. Para isso, foram criados centros de reabilitação para cardiopatas.

A atividade física passou a ser considerada no tratamento de cardiopatas a partir de 1970. Para a realização da fisioterapia no tratamento cardiovascular é  necessário que o paciente esteja num quadro estável. Isso significa que o paciente deve estar medicado e não apresentando sinais e sintomas da doença
. São incluídos ao tratamento: exercícios aeróbicos, alongamentos, exercícios resistidos e treinamento de equilíbrio.

O exercício aeróbico é definido como aquele que promove contração repetitiva de grandes grupos musculares. Esse tipo de treinamento gera aumento da capacidade aeróbia (VO2) em 7 a 35%, quando realizado com altas intensidades por um período considerável (9 a 12 meses). Obviamente que se deve iniciar com
baixas intensidades (10 a 20% da frequência cardíaca máxima: FCM) e ir
aumentando progressivamente (até 40 a 50% da FCM) conforme limites e respostas desejadas
.
Podendo este ser efetuado através de caminhadas, dança, hidroginástica, bicicleta, corridas leves ou natação e AVD's . A sessão deve durar de 20 a 60 minutos, de 3 a 5 vezes por semana. Os exercícios resistidos mostram-se seguros e benéficos, quando supervisionados e prescritos adequadamente

O treinamento muscular deve ser realizado de 2 a 3 vezes por semana (de maneira não-consecutiva), com durabilidade de 15 a 30 minutos. Deve-se exercitar os grandes grupos musculares como: os músculos do ombro, braços, tronco, costas, abdome, quadril e quadríceps.

Para idosos não cardiopatas, a FC que pode ser atingida durante o treino varia de 50 a 70% (e de 40 a 50% para aqueles com capacidade funcional muito baixa).

Na reabilitação cardíaca devem ser realizados de 8 a 10 exercícios, de 1 a 2
séries de 6 a 12 (ou 6 a 8) repetições, em intervalos de 10 a 30 segundos. Em oito sessões e depois modifica os exercícios. A fim de evitar lesões musculoesqueléticas em idosos, as repetições são aumentadas e a intensidade, diminuída.

Evitar a manobra de Valsalva e inspirar na fase concêntrica e expirar na fase excêntrica. A intensidade utilizada é de 30 a 60% de uma repetição máxima
(1 RM), podendo variar até 80%.

O treinamento com cargas leves, tanto no exercício isotônico quanto no isométrico, dependendo da intensidade, leva ao aumento da frequência cardíaca
(FC), da pressão arterial sistólica (PAS), do volume sistólico e débito cardíaco (DC)

A contração isométrica pura promove resultados indesejados para pessoas
portadoras de cardiopatias, aumentando a resistência vascular sistêmica. Em
contrapartida, não se  observa este fato nestes tipos de pacientes quando utilizado exercícios isotônicos.

Lembrando que, o excesso de esforço no idoso poderá acarretar em: dor
precordial aos médios esforços, aparecimento de arritmias (bradicardia ou
taquicardias), ataxia, tonturas, confusão, náuseas e vômitos, palidez, cianose,
dispnéia aos pequenos esforços. Tais sinais e sintomas são característicos da
síndrome de supertreinamento. Há o risco de ocorrer IAM ou morte súbita.

Referencias



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