Cinesioterapia na UTI






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A fisioterapia é uma atividade que colabora na recuperação de atletas e de pacientes que tiveram por algum motivo alguma lesão muscular e necessitam de tratamento com fisioterapeutas. Normalmente são realizadas em hospitais, clínicas e até em domicílios.Porém, quando este serviço ocorre nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), estes profissionais fazem parte da equipe multidisciplinar e segundo estudos, sua colaboração tem ajudado bastante no fortalecimento muscular de pacientes críticos

O declínio funcional do paciente que fica numa UTI pode ser definido como a perda de habilidades na realização de atividades de vida diária entre o período pré-morbidade, classificado como estado funcional prévio ao internamento, e o desempenho atual durante a estadia hospitalar, e até três meses após a alta.

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desempenha atualmente um papel decisivo na sobrevida de pacientes gravemente enfermos, sejam eles vítimas de trauma ou de qualquer outro tipo de ameaça vital. Tal papel tem crescido muito em decorrência do aumento de casos que necessitam deste tipo assistência, ou seja, precisam de um suporte de vida constante e de maior qualidade, além de utilizar o acompanhamento de sua evolução com aparelhos de tecnologia de ponta.

Os benefícios clínicos de um programa de reabilitação precoce em pacientes criticamente enfermos tem sido cada vez mais comprovados cientificamente.  Fica evidente neste contexto que a atividade física e a retirada precoce do leito assumem papéis fundamentais na res­tauração da função perdida.

Intervir precocemente é fundamental para melhora da função respiratória, melhora do nível de consciência, aumento da independência funcional, ganho de força e resistência muscular, melhora da flexibilidade articular, melhora da aptidão cardiovascular e aumento do bem-estar psicológico.

O treinamento físico em uma UTI demonstra ser um componente essencial dos cuidados críticos, tornando-se uma extensão lógica da reabilitação. Os exercícios aplicados oferecem benefícios físicos e psicológicos pré determinados, ou seja, além de reduzir o estresse oxidativo e inflamação, promove o aumento da produção de citocinas antiinflamatórias.

A Cinesioterapia é a terapia ou tratamento através do movimento visando a reabilitação funcional. Tem como objetivo prevenir, eliminar ou diminuir os distúrbios do movimento e função. Geralmente, os objetivos da Cinesioterapia ou as metas de tratamento pelo exercício são: promover a atividade quando e onde seja possível minimizar os efeitos da inatividade, corrigir a ineficiência de músculos específicos ou grupo musculares e reconquistar a amplitude normal do movimento da articulação.

O sistema musculoesquelético é projetado para se manter em movimento. São necessários apenas sete dias de repouso no leito para reduzir a força muscular em 30%, com uma perda adicional de 20% da força restante a cada semana.

O treinamento físico reabilitador em uma UTI tem demonstrado ser um componente essencial dos cuidados críticos, pois os exercícios oferecem benefícios físicos e psicológicos já bem estabelecidos, além de reduzir o estresse oxidativo e inflamação, promovendo o aumento da produção de citocinas antiinflamatórias. Estudos prévios demonstram que pacientes com função corporal reduzida, na maioria das vezes, necessitarão de um programa de treinamento pós-alta hospitalar.

A progressão de atividades de mobilização na UTI , estimulando a inicialização o mais precoce possível, logo após estabilização da desarmonia fisiológica, foi estabelecida recentemente pela força tarefa da European Respiratory Society and European Society of Intensive Care Medicine, onde a mobilização precoce foi baseada em uma sequência de intensidade: mudança de decúbitos e posicionamento funcional, mobilização passiva, eletroestimulaçao,  exercícios motores na cama como controle de tronco, exercícios ativos e resistidos, sentar à beira leito, cicloergômetro, ortostatismo, caminhada estática, transferência da cama para cadeira e deambulação.

Para o fisioterapeuta oferecer treinamento físico eficaz, é essencial que este detenha o conhecimento da reserva funcional cardiorrespiratória neurológica e musculoesquelética, pois seus exercícios não devem ter intensidade abaixo ou acima dos limiares do paciente, oferecendo segurança ao procedimento.
Uma importante ferramenta utilizada é a escala de Borg, que pode avaliar a intensidade dos exercícios e a percepção do esforço durante a mobilização em pacientes com boa função cognitiva. Para os pacientes realizarem a mobilização com maior segurança e resposta fisiológica ao exercício, o aumento da FiO2 e do suporte de pressão do ventilador pode oferecer maior reserva cardiorrespiratória.

O treinamento físico tem sido cada vez mais reconhecido como um importante componente no cuidado de pacientes críticos que requerem VM prolongada, ao proporcionar melhora na função pulmonar, muscular e na independência funcional, acelerando o processo de recuperação e diminuindo assim o tempo de VM e de permanência na UTI.

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