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A importância de exercícios no assoalho pélvico






Ninguém tem dúvidas da importância dos exercícios físicos para o próprio bem-estar. O fortalecimento dos músculos é fundamental para a funcionalidade do organismo, o condicionamento aeróbico, a proteção dos ossos e das articulações e a melhora do metabolismo. Além de que, claro, bíceps, tríceps, quadríceps e glúteos tonificados também melhoram a autoestima frente ao espelho.

O que grande parte da população não sabe é que o corpo humano tem grupos musculares mais profundos, que nem sempre podem ser exibidos — mas que, igualmente, devem ser trabalhados. O assoalho pélvico é uma dessas musculaturas que precisam ser exercitadas para não perder a força. Afinal, ela é responsável pela sustentação de vários órgãos, pela continência urinária e fecal, e ainda contribui para a qualidade nas relações sexuais — motivos de sobra para botar essa região para trabalhar, não?
Com o passar dos anos os músculos do nosso corpo vão ficando flácidos, e não é diferente com os vaginais. Além da idade, a prática de exercícios de alto impacto como a corrida, gravidez e parto, ou a remoção cirúrgica do aparelho reprodutor feminino, podem levar ao enfraquecimento desses músculos, o que vai afetar a vida sexual da mulher e pode até ocasionar em problemas como incontinência urinária ou prolapsos (queda da bexiga e do útero), já que está tudo interligado.  Nos homens, o enfraquecimento dessa estrutura não é tão comum e geralmente está associado a cirurgias urológicas (em casos de câncer de próstata, por exemplo).
A impossibilidade de segurar o xixi ao espirrar, tossir ou rir é uma das principais indicações de que a musculatura da região está sem força e não consegue mais sustentar a uretra. Não é um sintoma que, necessariamente, oferece um risco maior à saúde da mulher — mas reduz a qualidade de vida, trazendo um grande prejuízo social.
Existe a mística de que perder urina é normal com a chegada da velhice. É um erro. Perder urina não é normal em nenhuma fase da vida, com exceção de quando se é bebê.
Além da incontinência urinária, fecal e de gases, o enfraquecimento do assoalho pélvico pode ainda estar ligado à ejaculação precoce nos homens e, nas mulheres, à impossibilidade ou dificuldade de se atingir o orgasmos e a dores na relação sexual. Em casos mais graves, por lesão ou fraqueza, essa musculatura pode se tornar incapaz de segurar órgãos, que descem de suas posições, originando o prolapso genital (útero caído ou bexiga caída)
Junto ao cuidado com a saúde, o fortalecimento desta região desperta o interesse também por seus efeitos na vida sexual. Os movimentos permitem o aumento da lubrificação vaginal, da libido e possibilitam explorar novas habilidades. Sugar, pulsar, expelir ou chupitar são algumas das 'manobras sexuais' que você será capaz de aplicar no pênis conforme avançar nos exercícios. O controle do movimento do assoalho pélvico pode levar mulheres a ter maior satisfação sexual, proporcionando mais facilidade para se chegar ao orgasmo.
Os exercícios consistem basicamente em contrair e relaxar os músculos vaginais. Faça força como se estivesse segurando o xixi e solte - aí está o principal movimento (você pode inclusive fazer o teste interrompendo um jato de xixi para avaliar como está o seu controle da região).
Toda a base do tratamento fisioterapêutico está no fortalecimento desta estrutura a partir da cinesioterapia, que compreende exercícios para a normalização do tônus muscular. A técnica, que pode ser realizada sozinha ou com o uso de bola suíça (aquela utilizada no pilates), cones vaginais, eletroestimulação (que ensina a mulher qual musculatura deve ser contraída) e biofeedback (instrumentos que monitoram a contração muscular), consiste em um tratamento conservador para a incontinência urinária e até a prevenção de enfermidades do assoalho pélvico.
O domínio da contração voluntária (por vontade própria) desta musculatura requer prática e treino. Uma das técnicas mais comuns quando o objetivo é a melhora no desempenho sexual é o pompoarismo, que consiste na introdução de cones e bolinhas de metal ou plástico na vagina. Elas assumem a função de halteres, auxiliando no desenvolvimento da força e do controle motor dos músculos. A base dos exercícios originários da Ásia é a mesma dos exercícios usados em tratamentos fisioterápicos ou em protocolos médicos, como o que o ginecologista norte-americano Arnold Kegel criou nos anos 1940 (os "exercícios de Kegel").
As sessões de fisioterapia pélvica podem ser semanais e, em casos mais complexos, ocorrerem duas vezes por semana. Grande parte dos pacientes sente resultados com quatro sessões, podendo dar prosseguimento ao tratamento em casa.


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