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Fisioterapia na Artrose do Joelho








A artrose de joelho é uma doença de caráter inflamatório e degenerativo que provoca a destruição da cartilagem articular e leva a uma deformidade da articulação. Entre as articulações de sustentação de peso, o joelho é o mais frequentemente afetado.

Na artrose ocorre o desgaste progressivo da cartilagem das "juntas" (articulações) e uma alteração óssea, os chamados "bicos de papagaio". Fatores hereditários e fatores mecânicos podem estar envolvidos no seu aparecimento.

Na reabilitação das lesões do joelho é indiscutível o papel da fisioterapia, e também a atuação do fisioterapeuta. O profissional desta área do conhecimento deve possuir um adequado repertório de informações sobre diagnóstico, que atualmente é realizado com base no exame clínico, pois uma avaliação detalhada é extremamente importante para que proponha futuras intervenções. Os métodos de reabilitação estão em permanente discussão no âmbito da fisioterapia. Com isso, é imperativa a constante consulta a documentos atualizados que proporcionem a ampliação de conhecimentos relacionados.

O surgimento desta patologia na articulação do joelho está associado à dor, rigidez articular, deformidade e progressiva perda de função, além do risco maior de quedas, fraturas e diminuição da qualidade de vida, o que afeta o indivíduo em dimensões orgânicas, funcionais, emocionais e sociais.

O funcionamento normal de uma articulação é caracterizado por:

- Movimento amplo e indolor entre as superfícies cartilaginosas que a compõem;
- Distribuição normal de cargas;
- Manutenção da estabilidade durante o uso

Durante o envelhecimento várias alterações estruturais e bioquímicas ocorrem nos proteoglicanos componentes da matriz cartilaginosa. Estas alterações reduzem sua capacidade de reter moléculas de água, fazendo com que a cartilagem envelhecida tenha menos capacidade de hidratar-se e, portanto, menor resistência à compressão. Surgem então fissuras na cartilagem envelhecida principalmente devido às microfraturas na estrutura de colágeno da matriz.

As alterações histológicas iniciais observadas na osteoartrite podem ser dividas em três fases:

1) Edema e microfraturas: o aparecimento de edema da camada intermediária da matriz extracelular marca o início das alterações da osteoartrite. Áreas de perda focal de condrócitos se alternam com áreas de proliferação destas células. Surgem microfraturas na superfície levando à perda do aspecto liso e uniforme da cartilagem;

2) Fissuração: esta fase é caracterizada pelo aprofundamento das microfraturas que levam à formação de fendas na cartilagem. Às margens destas fendas podem apresentar agrupamentos de condrócitos;

3) Erosão: o aprofundamento das fissuras provoca fragmentação da cartilagem com desnudamento do osso subcondral e aparecimento de microcistos em sua superfície.

As principais limitações funcionais estão relacionadas com a deambulação e com subir e/ou descer escadas, sendo atribuições em parte, à fraqueza estática do quadríceps femural.

Como tratamento conservador podem se envolver medidas como mudança no estilo de vida, perda de peso, atividades físicas adequadas e fisioterapia. Há também o tratamento medicamentoso através de uso de condroprotetores, analgésicos e antiinflamatórios. Mas a progressão da artrose leva à perda progressiva da independência e da qualidade de vida do indivíduo.

Um programa de tratamento iniciado precocemente com os pacientes que possuem a doença nas fases iniciais pode fazer uma diferença significativa, melhorando a qualidade de vida do paciente. O tratamento pode variar com a gravidade da doença e com as expectativas dos pacientes.

A seleção de um programa terapêutico deve ser absolutamente individualizada e seus objetivos podem ser sumarizados em vários pontos: diminuir a dor, o grau de inflamação, a degradação da cartilagem, e como a osteoartrose cursa com grave limitação, o objetivo é também centralizado na capacidade funcional e não apenas nos sintomas, visando também normalização e otimização das atividades de vida diária, além do aumento no nível de atividade física diária e a melhora do condicionamento físico

No tratamento fisioterapêutico podemos utilizar o tratamento conservador, onde podem ser utilizadas diversas técnicas como: a terapia com gelo, a utilização de aparelhos eletrotérmicos, exercícios isométricos, ativos e resistidos, e também a realização de exercícios dentro da piscina.

A terapia com gelo pode ser benéfica, tanto subjetivamente, para diminuir a dor, quanto objetivamente, controlando o edema, embora de modo temporário. O gelo também pode ser usado em casa. E durante esse período é importante preservar a amplitude de movimento da articulação com cinesioterapia simples aplicada diariamente às articulações afetadas e às próximas a elas.

Pode ser utilizado como forma de tratamento para o alívio de dor a diatermia por ondas curtas, o ultra-som, a estimulação nervosa transcutânea, a acupuntura, o esparadrapo (como bandagem funcional). Todas estas técnicas além de aliviarem a dor, apresentou ganho de amplitude de movimento e até melhora na marcha. D

Os exercícios ativos na osteoartrose servem para manter ou aumentar a amplitude de movimento articular. Para eles os exercícios isométricos são úteis para estabilizar a articulação e no fortalecimento dos músculos com mínimo envolvimento do complexo articular, sendo o exercício de fortalecimento mais adequado para o tratamento da osteoartrose de joelho.

Os exercícios isométricos tem uma grande capacidade de produzir o fortalecimento muscular. Os exercícios para pacientes com osteoartrose devem visar a posição de sobrecarga da articulação para ajudar a preservar a integridade da cartilagem articular e manter a mineralização óssea. Podem ter efeito de aumentar temporariamente a resposta inflamatória, mas a longo prazo melhorarão as atividades de vida diária.

Até a próxima

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