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Doenças Cardíacas Congênitas








A doença cardíaca congênita (cardiopatia congênita) é uma alteração na estrutura do seu coração presente antes mesmo do nascimento. É um termo genérico utilizado para descrever alterações do coração e dos grandes vasos, presentes ao nascimento. Essas alterações ocorrem enquanto o feto está se desenvolvendo no útero e pode afetar cerca de 1 em cada 100 crianças, segundo dados da American Heart Association. É a alteração congênita mais comum e uma das principais causas de óbito relacionados a malformações congênitas.

Não sendo possível descrever todas, referiremos apenas algumas cardiopatias mais frequentes:

I. Shunts esquerdo-direitos: permitem a passagem de sangue do lado esquerdo para o lado direito da circulação.

a) Comunicação interventricular (CIV): é um orifício no septo interventricular, que permite a passagem de sangue do VE para o VD e para os pulmões. A maior parte das CIV são pequenas, não dão sintomas e encerram espontaneamente, não sendo necessário qualquer tratamento. As CIV grandes necessitam de tratamento pois permitem a passagem de grande quantidade de sangue para os pulmões provocando insuficiência cardíaca que se manifesta por cansaço com os esforços,lenta progressão ponderal e infecções respiratórias de repetição.

b) Comunicação interauricular (CIA): é um orifício septo interauricular. A maior parte das CIA são pequenas e não dão queixas mas quando são grandes provocam dilatação do VD e da AP e infecções respiratórias de repetição e esses casos devem ser tratados para evitar alterações graves na circulação pulmonar, insuficiência cardíaca e arritmias na idade adulta.Na vida fetal, existe o FO que encerra espontâneamente após o nascimento. No entanto, em cerca de 20 % da população mantêm-se permeável toda a vida, não necessitando de qualquer tratamento.

c) Persistência do canal arterial:são casos em que oCAnão encerra espontaneameante. Os doentes com CA de grande débito necessitam de tratamento por apresentarem sinais de insuficiência cardíaca. Os doentes com CA pequeno, apesar de não darem sintomas,também devem ser tratados pelo risco de infecção.

d) Defeitos do septo aurículo-ventricular (DSAV):existem duas formas principais de DSAV, A forma incompleta caracteriza-se por CIA+anomalia da válvula mitral e não dá sintomas. Na forma completa existe uma comunicação entre as quatro cavidades do coração com malformação das válvulas aurículo-ventriculares e os doentes têm sintomas de insuficiência cardíaca. É frequente nas crianças com Trisomia 21.Todos os casos necessitam de tratamento cirúrgico.

II. Shunts direito-esquerdos: são cardiopatias que permitem a passagem de sangue venoso do lado direito para o lado esquerdo da circulação provocando cianose e  necessidade de tratamento.Referiremos apenas duas situações:

a) Tetralogia de Fallot: nesta cardiopatia existe uma CIV associada a um aperto na saída do VD para a AP o que obriga a uma parte do sangue venoso a passar do VD para a Ao provocando cianose. Nos casos mais graves, as crianças pequenas (lactentes) podem ter crises de hipóxia e as mais crescidas podem descansar na posição de cócoras.

b) Transposição completa das grandes artérias: nesta cardiopatia, a origem da Ao e da AP estão trocadas: a Ao sai do VD (onde circula sangue venoso) e a AP sai do VE (onde circula sangue arterial). Para que a criança possa sobreviver é obrigatório que exista uma malformação associada que permita que algum sangue arterial possa passar  para a Ao. No feto, o Foramen Oval e o CA prmitem essa mistura. Após o nascimento, estes defeitos encerram espontaneamente e a criança fica muito cianosada, pelo que é obrigatório tratamento URGENTE por cateterismo e cirurgia nos primeiros dias de vida. Nos casos em que exista uma CIV associada, os sintomas aparecem algumas semanas após o nascimento,havendo além da cianose, insuficiência cardíaca.

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