Cinesiologia da Coluna Cervical







A região cervical é dotada de grande mobilidade permitindo movimentos de 130° na flexão e extensão, rotação de 81° para cada lado e inclinação de 45º sobre os ombros. Devido a esta mesma mobilidade a coluna cervical sofre mecanicamente pelos esforços que é submetida no trabalho e na vida diária (SOBOTTA, 2000).

O movimento da cabeça nas articulações atlantooccipital é principalmente da inclinação no plano sagital, ao redor de um eixo transverso através dos dois côndilos.

Pequenos movimentos de inclinação lateral também são permitidos, porém são muitos limitados aproximadamente 50% do movimento de flexão-extensão que ocorre na coluna cervical acontecem nas articulações atlantooccipitais. Articulações atlantoaxiais as duas vértebras superiores articula-se entre si por articulações centralmente localizadas e por duas articulações facetarias que são formadas pelos processos articulares inferiores do atlas e pelos processos articulares superiores do Áxis (GOULD, 1993).

A coluna cervical possui três funções:

(1) provê suporte e estabilidade à cabeça;

(2) suas superfícies articulares dão mobilidade à cabeça e

(3) abriga e conduz a medula espinhal e artéria vertebral (HOPPENFELD, 1999).

De acordo com Kapandji (2000), a coluna cervical está constituída em duas partes anatômica e funcionalmente diferentes: a) na coluna cervical superior, também denominada coluna suboccipital, contém a primeira vértebra cervical (atlas), e a segunda vértebra cervical (áxis). b) na coluna cervical inferior, que se estende do platô inferior do áxis até o platô superior da primeira vértebra torácica. O conjunto formado coluna vertebral cervical, disco articulares, cartilagens e ligamentos é responsável por fornecer estabilidade e flexibilidade a este seguimento. Desta forma a região cervical é extremamente móvel, permitindo, a partir de suas mobilidades combinadas, grandes3 amplitudes de movimentos de Flexão, Extensão, Flexão lateral (inclinação) e Rotação direita e esquerda (DUTTON, 2006).

Os músculos da coluna vertebral têm papel relevante na estabilidade, no equilíbrio e na movimentação dos membros, além de participarem dos mecanismos de absorção dos impactos protegendo a coluna de grandes sobrecargas.

Esses músculos também atuam na coluna vertebral integrados e em harmonia, mas, é importante conhecer indistintamente cada grupo, anterior e posterior, para entender os movimentos. Estes são divididos em grupos, com funções distintas de acordo com os segmentos da coluna em que estão situados (ROSA FILHO, 2010). Emergem da coluna cervical pelos forames intervertebrais, oito pares de nervos espinhais, os quais contêm fibras sensoriais, motoras e simpáticas. Os componentes sensórios do nervo que fornecem sensibilidade para a região cutânea da extremidade superior são chamados de dermátomos. As raízes motoras que inervam os músculos da extremidade superior são chamadas de miótomos (CAILLIET, 1991).

De acordo com Kapandji (2000), o termo tecido mole se refere à classe de tecidos animais com matriz extracelular rica em fibras de colágeno e elastina e possuem propriedades estruturais, pois transmitem forças e realizam grandes deformações. Normalmente fazem parte destes: os tecidos conjuntivo, epitelial e muscular.

E também os explica como sendo:

- Ligamento longitudinal anterior (LLA): estende-se em todo o comprimento da coluna vertebral e está aderindo aos corpos vertebrais anteriormente e a seus discos. Em função da largura e resistência da tensão do ligamento, ele oferece um importante suporte e reforço aos discos, durante o levantamento de carga pesada.

- Ligamento longitudinal posterior (LLP): começa a nível cervical relativamente largo, e à medida que estende se estreita tornando-se insuficiente para levantamento de peso.

- Ligamento amarelo: é o mais importante, composto de fibras elásticas amarelas, auxilia na manutenção da postura ortostática e protege o canal medular da invasão dos tecidos nos movimentos de extensão.

- Ligamento interespinhoso: une as apófises espinhosas entre si, é frouxo para permitir a flexão completa da coluna.

- Ligamento supraespinhoso: limita o movimento de flexão cervical é superficial e apresenta o maior potencial de estiramento.

- Ligamentos nucal: localiza-se anteroposteriormente, e vai da protuberância occipital externa até o processo espinhoso de C7, onde continua como ligamento supraespinhoso.

Ainda conforme Kapandji (2000), os discos intervertebrais são de estrutura fibrocartilaginosa, consistem de uma parte periférica, anel fibroso e de uma parte central, núcleo pulposo, sendo assim explicitados:

- Núcleo pulposo: tem consistência gelatinosa semilíquida, não pode comprimir-se e sim deformar-se. Atua como amortecedor hidráulico que distribui as pressões recebidas para toda superfície interna do anel fibroso. Este, pela elasticidade de suas fibras, atua como amortecedor elástico que equilibra as pressões transmitidas pelo núcleo pulposo.

- Anel Fibroso: É formado de lâminas concêntricas de fibras cartilaginosas, dispostas em espiral, que se estendem de um a outro rebordo vertebral. Não tem mesma espessura em todo seu contorno, é mais largo em sua porção anterior, que na posterior.



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