8 patologias tratadas com o auxílio da Fisioterapia Aquática






 


A fisioterapia aquática (que também é chamada de hidroterapia) pode ser realizada utilizando diversos recursos específicos, com o uso ou não de aparelhos.  Ela tem como objetivo promover o máximo de independência funcional possível ao paciente, minimizando as respostas anormais e potencializando os movimentos apropriados, beneficiando-se dos princípios físicos e termodinâmicos da água. Entre esses princípios destacam-se: o empuxo, força oposta à gravidade atuando sobre o objeto imerso, que propicia a flutuação; a pressão hidrostática, pressão que a água exerce sobre o corpo em todas as direções; viscosidade, atração entre as moléculas de água que cria uma resistência ao movimento, contribuindo dessa forma para o fortalecimento muscular.

No Brasil, a hidroterapia ou fisioterapia aquática científica teve seu início na Santa Casa do Rio de Janeiro, com banhos de água doce e salgada, com Artur Silva, em 1922, que comemorou o centenário do Serviço de Fisiatria Hospitalar, um dos mais antigos do mundo sob orientação médica. No tempo em que a entrada principal da Santa Casa era banhada pelo mar, eles tinham banhos salgados, aspirados do mar, e banhos doces, com a água da cidade

Dentre os métodos, existe o Bad Ragaz, que é baseado na Facilitação Neuromuscular Prorpioceptiva (FNP) e trabalha a movimentação do corpo e a recuperação funcional. Há também o Halliwick, que atua diretamente no controle do equilíbrio e da manutenção postural, atuando na possibilidade de se movimentar na água de maneiras que não se pode no solo, auxiliando no tratamento de problemas neurológicos. Além dessas, há a Watsu, que foca no relaxamento do corpo a partir da flutuação, muito indicada para pessoas com problemas emocionais.

Os atributos da piscina, especificamente as propriedades físicas de água, promovem o bem estar de estruturas físicas e função corporal, independência funcional, novos padrões de movimentos, entendimento de diferentes conceitos sobre motricidade, processamento sensorial, aprendizado cognitivo, organização de padrões de movimentos e controle de atividades diversas.  

Confira a seguir algumas condições e patologias que podem ter seu tratamento potencializado com o auxílio da fisioterapia aquatica!

1. Tendinite

A fisioterapia na água auxilia no tratamento da tendinite com o objetivo de aliviar a dor. Em geral, são trabalhados exercícios de fortalecimento e alongamentos. Desse modo, com a força do empuxo e da pressão exercidas enquanto o paciente se movimenta na água, a circulação sanguínea é mais ativada em determinadas áreas do corpo, oxigenando a região afetada e atuando na redução da dor.

Em alguns casos, o tratamento ocorre também com a variação da temperatura do meio, alternando para a água fria e quente, a fim de melhorar a circulação de retorno.

2. Lesões articulares

Na maioria das vezes, ao lesionar uma articulação é gerado um edema, um acúmulo de líquido que tem objetivo de proteção, mas que acaba promovendo também dificuldade na movimentação e dor na área atingida. Nesses casos, a terapia atua com a força de empuxo aliviando o sofrimento e estimulando a circulação sanguínea, de modo que o edema é diminuído sem que haja uma compressão sobre a junta.

Além disso, a pressão hidrostática é maior no fundo e a dinâmica dos exercícios realizados embaixo d'água faz com que todo o corpo seja pressionado, numa espécie de massagem nos gânglios linfáticos, o que facilita o retorno venoso e contribui para a drenagem do edema.

3. Problemas de coluna

Nos casos de hérnia, protusão e demais problemas de coluna, as atividades promovidas na fisioterapia aquática variam muito de acordo com a condição do paciente, pois dependendo do exercício a sensação de dor e desconforto podem aumentar.

Por isso, geralmente são usados os métodos de relaxamento e respiração. A profundidade da piscina, nesses casos, também é essencial para a redução da compressão, que ocorre devido aos efeitos da gravidade.

Para relaxar, o empuxo e temperatura da água, que costuma ser mais quente nessas situações, colaboram para a redução da ação gravitacional sobre as vértebras, enquanto os exercícios focados na respiração têm o objetivo de trabalhar a musculatura. Assim, a tensão muscular e o peso corporal são diminuídos, favorecendo também na redução da dor.

4. Pós-operatórios

Alguns profissionais também recomendam a fisioterapia aquática como método inicial para tratamentos pós-operatórios, especialmente para cirurgias em áreas como o joelho, visto que ela mostra ser uma atividade segura e funcional. Como visto, a fisioterapia aquática auxilia na redução do edema e também no aumento do movimento. Dessa forma, por meio da flutuação, ela proporciona a diminuição do impacto articular e da sensibilidade da dor.

Além do mais, essa forma de terapia também auxilia na redução da ocorrência de espasmos dolorosos, visto que a viscosidade da água, junto à força de empuxo, são úteis para iniciar o treino de força muscular. Em casos como esses, são utilizados equipamentos, como os flutuadores, para aumentar gradativamente o grau de dificuldade dos exercícios.

5. Reumatismos

As disfunções reumatológicas normalmente causam muito sofrimento nos pacientes, principalmente ao realizar muitos movimentos. Com exercícios de alongamento e fortalecimento dentro da água, o relaxamento muscular é feito de forma mais confortável, promovendo também uma redução da sensação de dor. Assim, sua prática regular beneficia o paciente na prática de atividades do cotidiano.

6. Disfunções neurológicas

A fisioterapia na água pode beneficiar muitos casos de disfunções neurológicas, como o Parkinson, AVC, ELA, lesão medular etc. A temperatura adequada no meio aquático favorece a regulação do tônus muscular, permitindo que o paciente realize movimentos que, na maioria das vezes, não consegue fora d'água, sem causar fadiga ou desconforto. Técnicas como o Bad Ragaz e o Halliwick, são as de escolha para a reabilitação, nesses casos.

7. Fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome que ainda não existe cura, embora o tratamento consiga ajudar. Essa doença causa muita dor e sensibilidade por todo o corpo, acarretando também doenças psicossomáticas, como a depressão e ansiedade, em muitos casos.

A fisioterapi dentro da água é recomendada por alguns médicos para o alívio dos sintomas, buscando a diminuição da dor por meio da pressão hidrostática causada pela imersão e o relaxamento, tratando também o psicológico do paciente.

8. Osteoporose e artrite

A água, em temperaturas mais elevadas, consegue proporcionar uma sensação analgésica no paciente e, junto com a diminuição dos efeitos da gravidade durante a imersão, os movimentos em meio aquático conseguem trabalhar a flexibilidade muscular e coordenação motora, colaborando com o tratamento de problemas nas articulações e nos músculos.

Pessoas que apresentam casos de artrite, osteoporose, osteoartrose e condições semelhantes podem se beneficiar da prática da fisioterapia aquática, a fim de reduzir os efeitos dessas patologias no dia a dia.

A fisioterapia dentro da água, como já vimos,  proporciona relaxamento, auxilia no fortalecimento muscular, proporciona liberdade de movimentos, melhorando a própria imagem e o desenvolvimento da independência. Não temos dúvida que ela tem grande importância como método terapêutico auxiliar para os portadores de doenças neurológicas, ortopédicas, reumatológicas.

 Ela é contraindicada apenas para pessoas com problemas de pele, unha ou que apresentem alguma ferida aberta, uma vez que a água pode prejudicar a situação, além do risco de contaminação dos outros pacientes.


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