Saiba mais sobre a Eletrolipólise









A gordura localizada é uma disfunção que atinge o tecido adiposo, onde essa gordura acaba se acumulando em algumas áreas mais do que em outras. Nos homens, a pré-disposição deste acúmulo é no abdômen e flancos, já nas mulheres, existe uma divisão, onde algumas tem um acúmulo na região de baixo abdômen, culote e pernas, já outras também tem aquele acúmulo em toda região abdominal. Esses indivíduos são aqueles chamados de maças ou peras.

A fisioterapia dermato-funcional e a estética de uma forma geral, vem sendo procuradas para a resolução deste problema de formas menos invasivas possíveis, já que hoje em dia as pessoas cada vez menos optam por cirurgias plásticas e métodos altamente invasivos para redução de gordura localizada.

A eletrolipólise é um tratamento que usa corrente elétrica bidirecional de baixa frequência para reduzir a gordura localizada. A eletricidade é usada para estimular a lipólise, processo de quebra de gordura, provocando mudanças fisiológicas nas células adiposas e aumentando seu metabolismo, acelerando o gasto calórico. Ela também incrementa o fluxo sanguíneo, melhorando a circulação no local tratado.

Os efeitos fisiológicos da Eletrolipólise são: causar o aumento da temperatura, gerar modificação na polaridade da membrana celular, ativação da microcirculação, melhora da tonicidade da pele e a lipólise.

A corrente elétrica, que circunda pelo condutor (no caso as agulhas), realiza um trabalho com produção de calor. O aumento da temperatura, que é produzido na Eletrolipólise, não atinge o tecido orgânico, isso porque se trata de uma intensidade muito baixa, porém suficiente para uma vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo na região.

Com isso, será estimulado o metabolismo celular local facilitando a queima de calorias e melhora do trofismo celular. Este efeito fisiológico é chamado de Efeito Joule.

O efeito eletrolítico é realizado pelo campo elétrico gerado por esta corrente da Eletrolipólise, que induz o movimento iônico e traz modificações na polaridade da membrana celular, consumindo energia destas células. Este consumo gera queima calórica.

Efeito de estimulo circulatório: é o rápido aumento da temperatura que se instala na região de tratamento devido ao efeito joule, que contribui para uma vasodilatação, já que a corrente causa um estimulo direto nas inervações gerando uma ativação da microcirculação local.

Efeito neuro-hormonal: nada mais é que a ativação da enzima hormônio-dependente triglicerideolipase, que, em última análise, promove a lipólise, por gerar a quebra de triglicerídeos em ácidos graxos e glicerol. A Eletrolipólise, via corrente elétrica, envia sinais para o Sistema Nervoso Autônomo Simpático para liberação de catecolaminas, e ativa os receptores β-adrenérgico estimulando a adenilato ciclase na conversão do ATP (Adenosina trifosfato) em AMP cíclico intra adipocitário, favorecendo a lipólise. Mas este efeito fisiológico iremos estudar mais a fundo.

A ação lipolítica inicia-se com a estimulação elétrica do sistema nervoso simpático, onde ocorre a liberação da catecolamina, essa libera adrenalina e noradrenalina, que são captadas pelos receptores β-adrenérgico nas membranas celulares e passam a estimular as duas enzimas lipolíticas principais LSH (lípase sensível a hormônio) e LPL (lipoproteína lípase), que atuam respectivamente no interior dos adipócitos e nas lipoproteínas que são ricas em triglicerídeos (TG).

A ação da LSH, causa a liberação do glicerol (glicerol livre) e do ácido graxo livre (AGL) na circulação sistêmica. Os ácidos graxos livres, são captados pela albumina para obtenção de energia para os músculos, no caso da realização de atividades físicas, ocorre logo após. Já o glicerol liberado, vai para o fígado para ser metabolizado. Caso não haja queima metabólica com prática de atividade física, os produtos liberados ficam circulantes para uma produção de corpos cetônicos ou formarem novos triglicerídeos.

Sabendo disso, para obtenção de melhores resultados em todos os artigos científicos que foram publicados com este tema, os pacientes foram submetidos a atividade física aeróbica de 30 a 60 minutos logo após a sessão de Eletrolipólise, para que houvesse o gasto energético da energia (ATP), liberada pela lipólise. Além de uma dieta restrita com o acompanhamento de um profissional nutricionista ou com uma orientação de um profissional adequado.

Cuidados e restrições

Ainda é importante entender que este como todos os outros tratamentos, quando falamos em utilização de corrente elétrica, possuem algumas contraindicações e todo profissional deverá ficar atento a elas, que são:

  • Portadores de marcapasso;
  • Gestantes;
  • Processos infecciosos ou inflamatórios;
  • Patologias circulatórias graves (uso de medicação anticoagulante);
  • Insuficiência cardíaca, renal ou hepática grave;
  • Neoplasias;
  • Epilepsia;
  • Aversão ao uso de agulhas;
  • Qualquer tipo de lesão na área de tratamento.
Eletrolipólise é um recurso com níveis de evidências científicas interessantes, principalmente no tratamento de gordura localizada. É um excelente aliado nos resultados clínicos. Além disso, o custo benefício é algo extremamente atraente, dispensando altos investimentos em recursos que ficam obsoletos rapidamente.

Mas não se esqueça de tomar todos os devidos cuidados para que esse tratamento seja realizado de forma eficaz, garantindo os benefícios que essa intervenção pode proporcionar ao paciente.


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