Exercícios terapêuticos em cadeia cinética aberta e fechada






http://dinergicfit.com/wp-content/uploads/2013/11/cadeia-cin%C3%A9tica-fechada-EB.png 

Ao longo dos últimos anos, muitos pesquisadores vem trabalhando arduamente para melhorar os programas de tratamento de patologias do membro inferior principalmente aquelas que dizem respeito a biomecânica do joelho.

Uma das grandes discussões da atualidade é a utilização de exercícios
em cadeia cinética aberta ou em cadeia cinética fechada. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica atualizada sobre a diferença que existe entre programas terapêuticos que utilizam estes dois tipos de exercício.

A controvérsia existente entre estes tipos de terapia é ampla e começa desde a sua definição. Devido a grande quantidade de técnicas terapêuticas, alguns de seus autores tentam definir estes dois termos baseados em suas pesquisas para sua determinada técnica e esquecem da abrangência que estes tipos de exercícios podem ter. Assim, tentamos demonstrar aqui, uma definição que se encaixa no estudo efetivo da biomecânica que é a que se encontra no livro Cinesiologia Clinica de Brunnstrom, na qual em uma cadeia cinética aberta, o segmento distal move-se no espaço enquanto em uma cadeia cinética fechada o segmento distal está fixo e as partes proximais movem-se.

Diversos pesquisadores vem abordando o uso de exercícios em cadeia cinemática fechada para o tratamento de diversas patologias de membro inferior. Este tipo de trabalho vem se tornando muito popular principalmente por se acreditar que, o mesmo, é mais funcional do que exercícios em cadeia cinética aberta. Para Witvrouw e col. (2000), os dois tipos de trabalho tem efeito na melhoria clinica da dor no joelho dos pacientes submetidos aos tratamentos porém, pode ser verificado resultados melhores em termos de funcionalidade nos pacientes tratados com exercícios em cadeia cinemática fechada. Para Augustsson e col. (1998), em seu trabalho realizado com indivíduos sadios constatou uma melhora maior na força muscular em exercícios em cadeia cinética fechada. Para Doucette (1996), os exercícios em cadeia fechada demonstraram um aumento no arco de movimento em relação a flexão de perna maior do que os obtidos com os exercícios em cadeia aberta . Bynum (1995), em seu trabalho de reabilitação acelerada após reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior, concluiu que aqueles indivíduos que foram submetidos a um trabalho terapêutico com exercícios em cadeia cinética fechada, apresentaram menos dor na articulação patelofemoral e mais rapidamente retornaram as suas atividades de vida diária inclusive as esportivas.

Em relação a pressão exercida, na articulação, durante a realização destes exercícios, ainda não se tem uma opinião pré estabelecida. Fitzgerald (1997), em seus experimentos afirma que não devemos abandonar de vez os exercícios em cadeia cinética aberta. O que deve ser feito é uma mudança nos dois tipos de exercício para que se possa diminuir o risco de tensão excessiva no Ligamento Cruzado Anterior e o risco de pressão na articulação patelofemoral. Beynnon (1997), acredita que as atividades em cadeia fechada como, por exemplo, o agachamento produzem uma compressão significativa na articulação e não necessariamente protegem o Ligamento Cruzado Anterior. Escamilla e col. (1998), abordam que a tensão no ligamento Cruzado Posterior e a força compressiva nas articulações tibiofemoral e patelofemoral foram significativamente maiores nos exercícios em cadeia fechada e apenas uma tensão no Ligamento Cruzado Anterior estava presente nos exercícios em cadeia cinética aberta.

Outros autores trazem diferenças que acontecem nos diversos feixes de músculos de acordo com o tipo de terapia implementada. Escamilla e col. (1998), através da mensuração de força em um trabalho dinâmico observado pela eletromiografia, foi capaz de afirmar que no exercício em cadeia cinética fechada houve um maior ganho de força nos isquiostibiais e na atividade dos Músculos Vasto medial e lateral, enquanto que o músculo retofemural trabalha mais em atividades em cadeia cinética aberta Para Steinkamp (1993), que trabalhou com indivíduos sadios para saber as diferenças biomecânicas durante exercícios em cadeia fechada (leg press) e em cadeia aberta (extensão simples), percebeu que a pressão na articulação patelofemoral quando anlisados em 0 e 30 graus de movimento era maior quando realizado exercícios de extensão simples (cadeia aberta), enquanto a pressão na articulação quando a angulação de flexão de perna chegava a 60 ou 90 graus era maior no leg press (cadeia fechada).

Através desta revisão bibliográfica, pudemos perceber que ainda há necessidade de se ter maiores pesquisas em relação a melhor forma de abordar terapeuticamente o paciente com lesão em Joelho. Os estudos confrontam funcionalidade e rapidez de tratamento com segurança. A carga de estresse exercida nas articulações desta região anatômica ainda não estão totalmente claras embora, algumas pesquisas, tendam a acreditar que há uma ação maior durante exercícios em cadeia cinética fechada. Em contrapartida, a maioria das pesquisas caracterizam que as atividades em cadeia cinética fechada proporcionam maior ganho de força muscular, maior funcionalidade do segmento e menos dor além de permitir o retorno as atividades de vida diária mais rapidamente

Você não pode perder:

Atualizações em Reabilitação Cardiopulmonar
eBook de Fisioterapia Hospitalar Completo
Drive Virtual de Fisioterapia



COMENTE O POST

Coloque no Google Plus

About Dani

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

Shopping