A estenose do canal vertebral







Algumas pesquisas demonstraram que quando as pessoas entendem os problemas e mecanismos causadores de sua dor o tratamento será mais eficiente, principalmente porque a participação e a colaboração do paciente são fundamentais para a cura. Este informativo tem como objetivo auxiliá-lo a entender melhor o seu problema.  


A COLUNA ESPINHAL 


A coluna espinhal liga o crânio às pernas e é formada basicamente pelas vértebras, que são estruturas ósseas rígidas, pelos discos intervertebrais e ligamentos.No seu interior está localizada a medula espinhal e as raízes nervosas.  Além da função essencial de conter e proteger a medula, a coluna também atua proporcionando movimento ao corpo.    A parte mais superior da coluna é chamada de "cervical" e é formada por sete vértebras. Estas vértebras são identificadas pela letra "C" de cervical seguida do seu número de um a sete.Já a porção mais inferior da coluna é chamada de "lombar" sendo composta, na maioria das vezes, de cinco vértebras. Estas vértebras são indicadas pela letra "L" de lombar seguida do seu número de um a cinco. A estenose da coluna lombar ocorre mais freqüentemente entre a quarta e a quinta vértebras (L4-L5).   Os discos são estruturas macias, gelatinosas e elásticas e ficam localizados entre as vértebras e sua flexibilidade confere mobilidade às vértebras permitindo que a coluna se movimente como um todo. Eles também atuam amortecendo choques e pancadas. Existem ainda os ligamentos ao redor do canal que conectam todos os componentes da espinha entre si e conferem maior resistência ao conjunto.   


ESTENOSE DO CANAL VERTEBRAL 


Estenose do canal vertebral é o estreitamento ou redução de diâmetro do canal por onde passa a medula e os nervos espinhais.Esta redução de tamanho pode ser congênita, quando a pessoa já nasce assim, ou adquirida, isto é, ocorre com o passar dos anos e está ligada ao envelhecimento natural e também ao uso, desgaste diário e traumatismos freqüentes na coluna.À medida que envelhecemos alterações degenerativas (desgastes) ocorrem naturalmente na nossa coluna. Pode ocorrer crescimento exagerado dos ossos formando os chamados osteófitos que são popularmente conhecidos como "bicos de papagaio". Outra alteração freqüente é o crescimento e espessamento (hipertrofia) do ligamento amarelo que se localiza ao redor da medula. Além disso, o disco intervertebral pode deslocar-se em direção ao canal formando a chamada hérnia de disco.Todas estas alterações contribuem para a redução dos espaços da coluna podendo causar pressão sobre a medula e/ou nervos espinhais, ou seja, ocorre a "estenose do canal vertebral". A pessoa começa a sentir dor. À medida que a pressão aumenta os nervos começam a ficar inchados, então a dor piora até tornar-se insuportável incapacitando a pessoa para a realização das tarefas do dia a dia.     


SINTOMAS 


A compressão que ocorre devido à diminuição de calibre do canal vertebral leva ao inchaço dos nervos e veias da região. Este inchaço interfere na condução de impulsos nervosos através das raízes nervosas e também do sangue através das veias, especialmente quando a pessoa caminha {fig. 3}..Os sintomas inicialmente são brandos e não causam transtornos ao paciente. Mas ao longo dos anos têm tendência a se agravar. Pessoas com estenose congênita começam a apresentar sintomas mais cedo, por volta dos 20 a 40 anos. Já os pacientes com estenose adquirada geralmente desenvolvem sintomas na faixa dos 50 a 60 anos.Os sintomas dependem da região da coluna que está comprometida.Quando ocorre na região cervical a pessoa pode apresentar dor, dormência e fraqueza em braço ou até nos dois. À medida que a doença avança pode desenvolver fraqueza também nas pernas e dificuldade para andar.    Quando a coluna lombar é que está com estenose o paciente pode queixar-se de dor lombar (costas), irradia para uma das pernas e então, vagarosamente, pode acometer as duas pernas. Após caminhar uma certa distância ou permanecer em pé por algum tempo, o paciente refere enrijecimento e contração das panturrilhas, começa a mancar e pode até mesmo ter que parar de andar. A dor pode vir acompanhada de dormência, sensação de queimação, formigamento e fraqueza nas pernas.  Melhora com o repouso. Este conjunto de sintomas é chamado pelo médico de "claudicação neurogênica" e pode limitar muito a vida da pessoa.   No caso da estenose lombar o desconforto geralmente desaparece após 5 a 10 minutos de descanso, pois o repouso favorece o desinchaço dos nervos e veias.Com o passar do tempo a pessoa vai reduzindo progressivamente a distância da caminhada e poderá ter que parar várias vezes para aliviar os sintomas.Raramente alguns pacientes podem desenvolver a chamada síndrome da cauda eqüina. Esta é uma condição grave podendo aparecer sintomas urológicos como retenção urinária (a urina fica presa e a pessoa não consegue urinar) e até paralisia das pernas. Necessita de tratamento cirúrgico de urgência.   


DIAGNÓSTICO 


O neurocirurgião é capaz de fazer o diagnóstico de estenose do canal vertebral vertebral baseando-se nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, realizando um exame físico detalhado, concluindo a investigação com exames de imagem. As radiografias, de modo geral, são os primeiros exames realizados. Elas são importantes para afastar infecções, tumores e problemas no alinhamento da coluna. A tomografia e a ressonância magnética são os exames que melhor complementam o estudo e fornecem todos os detalhes necessários para que o médico possa fazer um diagnóstico preciso e, com isso, indicar qual o melhor tratamento para cada paciente.  


No próximo post, falaremos do tratamento da estenose.


Retirado do site do Drº Alexandre Miranda



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