O relacionamento interpessoal e a adesão na fisioterapia







Os serviços de saúde oferecidos à sociedade geralmente são atravessados pelo relacionamento entre os profissionais que prestam o atendimento e os pacientes que o recebem. As pesquisas sobre essas formas de relacionamento têm contemplado, de forma geral, o relacionamento interpessoal médicospacientes e enfermeiros-pacientes, com ênfase nas questões ligadas ao processo de comunicação estabelecido entre essas partes durante o processo de adoecimento e tratamento (1-4).

Compreender os aspectos envolvidos no adoecimento do paciente é fundamental para a efetiva promoção da saúde, pois o enfermo passa a ser considerado em sua integridade física, psíquica e social, e não somente de um ponto de vista biológico (5). Nesse contexto, a habilidade de escutar o paciente é destacada por Marinho (6) como importante na relação terapêutica estabelecida, além de favorecer a criação de um espaço em que o paciente tem a permissão de expressar-se; e ambos, dessa forma, têm a possibilidade de participar efetivamente do processo de cura.

O paciente pode se sentir, então, aceito, compreendido, amado e sem culpa. Por outro lado, a avaliação parcial desse paciente representa a fragilização da relação terapêutica (7) quando desconsidera que a eficácia terapêutica depende de todos os atos que envolvem o encontro entre o paciente e o profissional (8). No contexto da fisioterapia, uma parte dos escassos estudos sobre o relacionamento profissionalpaciente (6-13) sugere que um dos fatores necessários para a efetividade do processo de reabilitação é a qualidade da relação entre o paciente e o fisioterapeuta. Isto é, à medida que os pacientes se envolvem no tratamento fisioterapêutico, relações interpessoais
marcadas pela afetividade se desenvolvem e podem afetar o curso e a qualidade do tratamento em questão (14). Nesse panorama, o desenvolvimento do relacionamento
entre fisioterapeuta e paciente apresentasse como algo natural e muito provável de acontecer entre essas partes, visto que o tratamento em questão apresenta fatores favoráveis ao surgimento de um relacionamento interpessoal, tais como: longo período de convivência, estímulos táteis prolongados e comunicação verbal em boa parte do atendimento  fisioterapêutico.
 
Dessa forma, o objetivo deste estudo foi investigar a relação entre o fenômeno da adesão na fisioterapia e as características do relacionamento estabelecido entre fisioterapeutas e pacientes. Considerando a escassez de trabalhos sobre o tema no campo da fisioterapia, o estudo teve caráter exploratório, focalizando pacientes e fisioterapeutas de um centro de reabilitação pública do Espírito Santo.

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