sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Alongamento correto previne lesões e aumenta estatura




O alongamento é fundamental para prevenir lesões musculares, pois esquenta e prepara os músculos para a atividade física, e pode, inclusive, aumentar a estatura do praticante. Ele aumenta a flexibilidade muscular aumentando a amplitude dos movimentos possíveis numa determinada articulação, evitando alguns problemas como artrite, que é a infamação das articulações.

O alongamento pode ser feito a qualquer hora e em qualquer lugar. Seja em casa, no trabalho, ou mesmo no meio da rua, existem exercícios de alongamento que você pode fazer. A utilização de técnicas adequadas de alongamento é vital para que você não puxar um músculo e ferir permanentemente. O truque é fazer um pouco em vários momentos do dia. Basta segurar sua posição e contar de um a trinta. É importante para evitar rejeições súbito e estende-se extrema.

Para escolher o tipo de alongamento adequado para você é importante buscar um profissional de educação física ou um fisioterapeuta.

Quem começa a se exercitar mais velho o alongamento é extremamente importante, porque com o passar da idade as chances de lesão nas articulações é muito grande, além disso os ossos tornam-se frágeis. Outro fator interessante é que o alongamento melhora a circulação sanguínea, deixando o corpo mais preparado para atividades mais pesadas.
 
Quando iniciar sua rotina de alongamento, provavelmente você vai encontrar alguns movimentos difíceis de fazer em primeiro lugar. Você precisa ter o seu tempo e relaxar. Em breve, você vai se surpreender com o quanto você pode conseguir com paciência. Isso é realmente recomendado por muitos especialistas em saúde, especialmente para o membro sênior da sociedade.
 
Os exercícios envolvidos são fundamentais para melhorar sua saúde e desenvolver a sua mobilidade com segurança.

Fonte: Saúde Plena

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Logos de clínicas de Fisioterapia

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Logotipo
, ou logótipo, refere-se à forma particular como o nome da marca é representado graficamente, pela escolha ou desenho de uma tipografia específica. É um dos elementos gráficos de composição de uma marca, algumas vezes é o único, tornando-se a principal representação gráfica da mesma. A expressão costuma ser confundida com o termo logomarca, que, embora tido como correto pela linguística é considerado por alguns poucos designers um neologismo impreciso e incorreto.

Saiba mais sobre a Iontoforese

IONTOFORESE: é a introdução de íons medicamentosos no tecido com o auxílio da corrente galvânica com fins terapêuticos. Os íons penetram no tecido pela repulsão proveniente do pólo do eletrodo que é de mesmo sinal do medicamento, soluções aquosas ou pomadas que se dissociam em íons. Estes são reabsorvidos pela rede local e levados pela circulação sangüínea a todas as regiões do corpo. A profundidade de penetração depende da circulação e da velocidade de absorção do íon pelo tecido. Quem determina a concentração ou a quantidade iônica é a intensidade da corrente e o tempo de aplicação; por via de regra, durante um tratamento de 20 minutos, pode-se introduzir alguns miligramas de medicamentos a uma profundidade de 2 a 3 mm. (GUTMANN, 1991)

 

SUBSTÂNCIAS MEDICAMENTOSAS:

Brometo

Cobre

Cloreto

Histamina

Cílio

Salicilato

Iodeto


SUBSTÂNCIAS USADAS NO PÓLO POSITIVO:

Bicloroidrato de histamina - 0.002 %

Tempo de aplicação: 2, 3, 4 e 8 minutos.

Indicação: enfermidade de Raynaud

Efeito: melhora os transtornos circulatórios devido a vasodilatação.

CLORETO DE LÍTIO - 1%

Tempo: 25 minutos

Indicação: Gota

Efeito: eliminação de ácido úrico.


Solução de novocaína - 2%

Tempo: 25 minutos

Indicação: dor localizada

Efeito: analgésico

 

Sulfato de cobre -2%

Tempo: 25 minutos

Indicação: bursite calcificada

Efeito: analgésico e reabsorção de calcificação


Nitrato de acohitina - 0.2 %

Tempo: 25 minutos

Indicação: neuralgia do trigêmio ou ciatalgia

Efeito: açào enérgica das neuralgias.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GUTMANN, A. Zauner. Fisioterpia Atual. 2a edição. Barcelona: Pancast editora, 1991.

LUCENA, Carlos. Eletroterapia. 1a edição. Curitiba: Editora Lovise, 1990.

MACHADO, Clauton M. Eletrotermoterapia Prática. 2a edição. São Paulo: Pancast editorial, 1991.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

7 mitos e verdades sobre Coluna Vertebral

Composta por ossos que são chamados vértebras, a coluna vertebral é considerada uma das mais importantes regiões do corpo humano. Muito flexível, esta parte de nosso corpo é responsável pela sustentação da cabeça, fixação das costelas e os músculos do dorso, além de suas curvaturas serem responsáveis pela força e equilíbrio corporal.

A coluna vertebral (ráquis) é constituída pela superposição de uma série de ossos isolados denominados vértebras. Superiormente, se articula com o osso occipital (crânio); inferiormente, articula-se com o osso do quadril (Ilíaco). A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: Cervical, Torácica, Lombar e Sacro-Coccígea. São 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e cerca de 4 coccígeas. O sacro e o cóccix não se movimentam e as vértebras restantes (cervicais, lombares e torácicas) são móveis.

Problemas como escoliose, artrose, hérnia de disco, entre outros, afetam grande parte da população. Assim, muitos mitos são criados quando o assunto é coluna vertebral.

O médico Pedro Augusto Deja Teixeira, neurocirurgião, especialista em cirurgia da coluna vertebral e diretor clínico do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral, revela alguns mitos e verdades sobre o tema:

1º Praticar natação ajuda a corrigir escoliose?
Mito. A natação, por ser uma atividade simétrica, não pode colaborar na correção da curva escoliótica. Este exercício, além de trabalhar o fortalecimento muscular, promove o alongamento de forma equilibrada utilizando os dois lados com a mesma intensidade. Ao contrário do tratamento, que muitas vezes visa corrigir a escoliose com distribuições diferentes em cada lado da coluna, para equilibrar a cadeia cinética posterior. Além disso, algumas modalidades da natação, como borboleta e nado peito, podem prejudicar a coluna, gerando sobrecarga excessiva sobre a região.

2º Cruzar as pernas pode prejudicar a coluna?
Verdade. Claro que o hábito de cruzar as pernas, para as mulheres, é uma posição confortável, além de elegante, porém, é preciso ficar atento para não abusar deste hábito e prejudicar a saúde. Ao cruzar as pernas, a coluna vertebral se desvia para a esquerda ou para a direita, devido o desequilíbrio da região pélvica. Outro problema que pode ser ocasionado por este costume, além de prejudicar o fluxo sanguíneo, é a escoliose (desvio da coluna vertebral no plano frontal).

3º Dormir no chão – ou num colchão duro – é bom para as costas?
Mito. A rigidez poderá agravar, ainda mais, a contratura muscular. Durante uma provável crise de dor nas costas, a pessoa deve repousar em seu próprio colchão, podendo deitar-se de lado, com um travesseiro entre as pernas.

4º Cirurgia é a única saída para acabar com a hérnia de disco?
Mito. Hérnias de disco representam uma causa comum de dor nas costas. Mas não é a única. Ao identificar uma hérnia de disco, o médico, ortopedista ou neurocirurgião, deve estar atento para outros problemas na coluna que podem acompanhar essa condição. Desta forma, pesa na decisão do médico a associação com outras alterações e como elas se traduzem clinicamente. Além disso, a decisão deve ser baseada mais no prejuízo que a doença traz para o paciente em termos de perda de horas de trabalho e lazer, limitações físicas para as atividades do dia-a-dia e perda na qualidade de vida e menos no resultado dos exames de imagem. Diversos tratamentos podem aliviar o problema, entretanto, é sempre recomendável procurar um especialista antes de tomar qualquer decisão.

5º Todos que sofrem de dor nas costas devem realizar uma ressonância magnética?
Mito. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% das pessoas sofrem ou sofrerão de dor nas costas pelo menos uma vez na vida. Entretanto, o primeiro passo para combater este mal é procurar um especialista e descobrir as causas para solucionar de vez este problema.

6º Estalar o pescoço com o movimento da cabeça faz mal à coluna?
Verdade. Apesar de esse hábito propiciar alívio para alguns nunca se deve fazer isso. Estalar a coluna e o pescoço prejudica – e muito – suas articulações, além de causar, em alguns casos, dores de cabeça, zumbidos e vertigens.

7º Fumantes têm mais dores nas costas do que não fumantes?
Verdade. O cigarro, não faz bem a nenhuma parte do corpo humano, e em relação às costas, não poderia ser diferente. Os fumantes inalam mais substâncias tóxicas, sendo assim, prejudicam a circulação sanguínea no disco intervertebral, que pode causar mais dores na região.

O músculo trannsverso abdominal e sua função na estabilização da coluna lombar


A estabilidade da cintura pélvica e da coluna lombar tem uma grande importância no equilíbrio corporal. A pelve transmite as forças do peso da cabeça, do tronco e das extremidades superiores e as forças ascendentes dos membros inferiores. Enquanto a coluna lombar é a principal região do corpo responsável pela sustentação das cargas (1). Além disso, a fáscia tóraco-lombar e suas potentes inserções musculares também possuem uma função relevante na estabilização da região lombopélvica (2, 3).

Os músculos do tronco são divididos em dois grupos: os músculos profundos, que são os oblíquos internos, o transverso abdominal e os multífidos; e os músculos superficiais, que são os oblíquos externos, os eretores espinhais e o reto abdominal. Todas essas musculaturas, de uma forma geral, contribuem para o suporte da coluna vertebral e da pelve. Porém, especificamente, os músculos abdominais possuem um importante papel na estabilização da coluna lombar e da cintura pélvica (4, 5, 6).

Segundo Norris (7), o músculo reto abdominal é o principal flexor do tronco; os músculos oblíquos internos e externos, além de participarem da flexão, têm funções, de acordo com a orientação de suas fibras, de rotação, inclinação lateral e estabilidade durante o exercício abdominal (8, 9).

O músculo transverso do abdome é circunferencial, localizado profundamente e possui inserções na fáscia tóraco-lombar, na bainha do reto do abdome, no diafragma, na crista ilíaca e nas seis superfícies costais inferiores (10). Por conta das suas características anatômicas, como a distribuição de seus tipos de fibras, sua relação com os sistemas fasciais, sua localização profunda e sua possível atividade contra as forças gravitacionais durante a postura estática e a marcha, possui uma pequena participação nos
movimentos, sendo um músculo preferencialmente estabilizador da coluna lombar (11).

Como os músculos abdominais possuem relevância na estabilização da região lombopélvica, a diminuição da atividade destes músculos faz com que a flexão do quadril seja realizada sem a estabilidade necessária, permitindo que o músculo psoas exerça tração sobre o aspecto anterior das vértebras lombares, levando a uma anteversão pélvica e um aumento da lordose lombar (12). Com o passar do tempo, os tecidos podem se adaptar a essa nova postura, que frequentemente está associada a uma série de disfunções, entre elas: a espondilolistese e as degenerações discais e facetárias (13).

Uma das queixas mais comuns da população é a lombalgia, segundo a Organização Mundial da Saúde cerca de 80% dos adultos terão pelo menos uma crise de dor lombar durante a sua vida, e 90% destes apresentarão mais de um episódio. A lombalgia é a causa mais comum de absenteísmo no trabalho nos países desenvolvidos, causando além de um problema médico, um déficit econômico (14).

Em indivíduos que não possuem lombalgia, conforme Hodges e Richardson, o transverso do abdome é ativado antes do início dos movimentos dos membros. Por ser esse músculo uma estruturaessencial para estabilizar a coluna lombar, a teoria atual preconiza que ao realizar exercícios para a parede abdominal seja enfatizado o recrutamento específico do transverso do abdome, em vez de fortalecimento e endurance gerais (12). Portanto, a identificação do desequilíbrio da musculatura da parede abdominal pode permitir sua correção, podendo evitar ou minimizar estas modificações posturais. O presente trabalho teve por objetivo abordar sobre o músculo transverso do abdome e a sua
função de estabilização da coluna lombar.

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Articulações entre os arcos vertebrais da coluna

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Articulações zigoapofisárias

Os arcos vertebrais adjacentes unem-se através de articulações sinoviais, entre as facetas das zigoapófises (ou processos articulares) denominadas articulações zigoapofisárias e por articulações fibrosas que unem as lâminas, os processos espinhosos e transversos adjacentes.

A forma e o plano de orientação das facetas das zigoapófises é que determinam os tipos de movimentos entre duas vértebras.

As facetas são planas e estão orientadas obliquamente - de superior e anterior para inferior e posterior - na curvatura cervical; são planas e orientadas quase no plano frontal na curvatura torácica. Na região lombar, as facetas das zigoapófises superiores são ligeiramente côncavas e voltadas medialmente, enquanto aquelas das zigoapófises inferiores são ligeiramente convexas e voltadas lateralmente, de forma que o plano destas articulações é quase sagital.

No entanto, entre a 5a vértebra lombar e a 1a sacral as facetas são quase planas; com orientação oblíqua, entre os planos sagital e frontal, e isso ajuda a prevenir o deslizamento anterior da 5a lombar sobre a superfície muito inclinada da face superior do sacro.

As articulações zigoapofisárias possuem cápsulas articulares delgadas e suficientemente frouxas para permitir uma amplitude de movimento normal nas articulações. As cápsulas, geralmente, não contribuem para orientar ou limitar movimentos; esta função é realizada pelos ligamentos longitudinais anterior ou posterior, pelos ligamentos que unem as diversas partes de arcos vertebrais adjacentes, pelos músculos e discos intervertebrais. No entanto, as cápsulas tornam-se muito tensas em um movimento excessivo ou anormal e contribuem para limitá-lo; sendo que na flexão máxima da coluna lombar, suportam aproximadamente 40% do peso corporal.

Articulações fibrosas

As lâminas de vértebras adjacentes são unidas internamente por fortes ligamentos elásticos denominados amarelos (flavos), que realmente são amarelos "in vivo", devido a sua riqueza em fibras elásticas. Os ligamentos flavos ficam tensos em qualquer posição assumida pela coluna vertebral, sendo importante em sua estabilização.

São melhor visualizados do interior do canal vertebral, pois estão localizados na parede posterior do mesmo. Estendem lateralmente sobre as cápsulas articulares, constituindo o limite posterior do foram intervertebral e assim protegem os nervos de serem pinçados (ou beliscados) durante os movimentos de flexão da coluna.

As pontas dos processos espinhosos, desde a 7a. vértebra cervical até o sacro são unidas pelo ligamento supraespinhal, - tecido conjuntivo denso encorpado com orientação longitudinal -, que limita a flexão da coluna. Ele se continua superiormente como o ligamento da nuca, de formato triangular, com a base fixada na protuberância e crista occipitais externas e o ápice na ponta do processo espinhoso da 7a vértebra cervical.

Os ligamentos interespinhais são delgadas membranas de tecido conjuntivo denso que unem os corpos dos processos espinhosos adjacentes e são contínuos com os ligamentos amarelos e supra-espinhais. Os ligamentos interespinhais são bem desenvolvidos na região lombar, não estão sob tensão e portanto não limitam o movimento de flexão.

Os ligamentos intertransversais unem lateralmente os processos transversos vizinhos e são mais desenvolvidos na região lombar inferior e tendem a faltar, principalmente, na região cervical. 

sábado, 22 de outubro de 2011

Faça Fisioterapia no 2º turno do Top Blog. Vamos votar?



Graças ao apoio de todos o Faça Fisioterapia avançou para a segunda fase do prêmio Top Blog 2011, classificado entre um dos 100 melhores blogs de saúde do Brasil. Para votar nesta segunda fase é simples, basta clicar no banner que colocamos no menu lateral, ou clicar aqui.

Em seguida na página que irá abrir, clicar em "Votar". Será solicitado nome e um endereço de e-mail.

Após isso o leitor receberá um pedido de confirmação em sua caixa de mensagens, onde basta um clique para confirmar o voto.

Contamos novamente com vocês, muito obrigado a todos!

Vamos votar?

Efeitos da hidrocinesioterapia no tratamento da Síndrome Dolorosa Miofascial

    A Síndrome Dolorosa Miofascial (SDM) vem sendo estudada há alguns anos e várias teorias já foram produzidas e rejeitadas inúmeras vezes na tentativa de explicar sua natureza1. Atualmente a SDM é considerada uma disfunção muscular regional causada pela presença de Pgs no músculo2, na qual um tipo persistente de dor é referido a uma área alvo3, podendo manifestar-se tanto ao repouso, como ao movimento4.

    Essa síndrome acomete principalmente músculos, podendo acometer também tecido conectivo e fáscias, principalmente da região cervical, cintura escapular e região lombar5. As zonas ou Pgs, uma das principais características da síndrome, são consideradas uma das maiores causas de dor musculoesquelética referida pelos pacientes6.

    Esses pontos são definidos como áreas de dolorimento e endurecimento muscular, o qual gera uma resposta "twitch" (contração muscular localizada) e dor referida pela pressão local7.

    Os Pgs podem apresentar-se de forma ativa ou latente. Pgs miofasciais ativos podem resultar em dor incapacitante, restrição dolorosa do movimento e desordens posturais, dependendo de sua severidade8. Pgs latentes podem produzir efeitos característicos de um Pg ativo, como aumento da tensão muscular e retração muscular, mas não irão produzir dor espontânea9, sendo que os mesmos podem tornar-se ativos através de uma variedade de estímulos, incluindo desordens posturais, excesso de uso muscular, ou desequilíbrio da musculatura5. A dor miofascial resultante dessa síndrome é geralmente em pontada1, em peso, queimação, ou latejamento. Surtos de dor e referência de dor à distância são presenciados; às vezes ainda podem haver queixas de parestesias (sem padrão neuropático)5.

    Apesar da SDM ser uma das causas mais comuns de dor e incapacidades em pacientes que apresentam algias de origem musculoesquelética, muitos profissionais da área de saúde e doentes não a reconhecem, pois o diagnóstico depende exclusivamente da história clínica e dos achados do exame físico5.

    Na prática clínica a identificação e o tratamento dos Pgs são extremamente úteis, mas ainda há grandes problemas com sua validação científica2. Os exercícios terapêuticos são comumente utilizados no tratamento de SDM, sendo que das várias modalidades de exercícios existentes, as mais utilizadas são o alongamento e o fortalecimento muscular4.

    O presente estudo teve por objetivo verificar a resposta dessa síndrome, quando utilizado a hidrocinesioterapia como recurso terapêutico, uma vez que o mesmo apresenta propriedades específicas que atuam no aumento da circulação sangüínea, relaxamento muscular e conseqüente alívio da dor.


Material e métodos

Amostra

    A população alvo deste estudo consistiu de funcionários dos setores de Limpeza e Nutrição do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), os quais portavam Síndrome Dolorosa Miofascial (SDM) em nível de cintura escapular e/ou cervical, com idades entre 35 e 52 anos. Os participantes desse estudo não poderiam estar fazendo uso de tratamento profilático ou de controle para crises de dor, nem mesmo apresentar outras patologias associadas à SDM, que envolvesse a mesma região a ser tratada. Os sujeitos voluntários também não poderiam estar realizando qualquer tipo de atividade física que envolvesse membros superiores.

    A pesquisa, caracterizada como estudo de caso, foi realizada com a participação de dois sujeitos, ambos do gênero feminino. O sujeito 1, funcionária do Setor de Nutrição do HUSM e o sujeito 2, funcionária do Setor de Limpeza do HUSM. Os sujeitos apresentavam 51 e 43 anos, respectivamente.


Recursos materiais

    O estudo foi desenvolvido em uma Academia privada de natação de Santa Maria/RS. A água era aquecida a aproximadamente 33°C.

    Como materiais de avaliação foram utilizados Escala Visual Numérica de Dor (EVND) e questionário McGill, de modo a quantificar e caracterizar a dor dos sujeitos participantes da amostra. Também se realizou palpação de Pgs, de forma manual pela pesquisadora.

    Os recursos materiais utilizados durante aplicação do protocolo de atendimento terapêutico consistiram de aqua-tubos, palmares e pranchas de flutuação, halteres e bolas de propriocepção.


Procedimentos

    Os pacientes foram submetidos e acataram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, o qual esclareceu os objetivos e a justificativa do estudo, tratamento proposto e seus possíveis benefícios e de que forma seriam analisados os resultados obtidos.


Técnicas metodológicas

    Antes do primeiro atendimento foram coletados os dados iniciais dos participantes, como identificação, idade, estado civil e sua atividade profissional. Após os participantes foram submetidos à avaliação cinético-funcional individual, e diagnosticados conforme critérios adotados5,9.

    A avaliação compunha-se dos seguintes procedimentos:

  • Palpação de Pgs2 da musculatura de trapézio superior, médio e inferior, elevador da escápula, escalenos, esplênio da cabeça, supra e infra-espinhoso, rombóides, peitoral maior e menor e deltóide anterior e posterior.
    Durante à palpação do Pg, foi solicitado ao paciente que graduasse verbalmente sua dor, de 0 a 10, segundo EVND, caso apresentassem Pgs latentes e/ou ativos em musculatura avaliada. Caso o sujeito apresentasse mais de um Pg em um mesmo músculo, a graduação de dor adotada seria aquela referente ao Pg que provocasse maior intensidade de dor à digitopressão.

  • Descrição verbal de dimensão da dor, sob forma de EVND5, onde fora questionada aos sujeitos a intensidade de sua dor, tanto durante o repouso, quanto durante a realização de atividades domésticas e de trabalho (movimento).

  • Aplicação do Questionário McGill5, onde cada participante deveria escolher, caso houvesse, um descritor que representasse a sua dor.
    A conduta de tratamento adotada consistiu na aplicação de um protocolo hidrocinesioterapêutico, aplicado inteiramente em ambiente aquático, de maneira coletiva, porém respeitando os limites individuais e a evolução de cada paciente.

    O protocolo de atendimento terapêutico, em cada sessão de atendimento, abordou quatro fases:

Primeira fase - aquecimento - duração de 8 minutos aproximadamente.
    Essa fase abordou exercícios de caminhada á frente e lateral na piscina utilizando movimentos alternados e simultâneos de membros superiores.

Segunda fase - relaxamento - duração de 10 minutos aproximadamente.
    Consistia de massoterapia em região escapular e cervical, realizada manualmente pelo terapeuta e através do auxílio de bolas de propriocepção, enfatisando a musculatura mais comprometida. Também se realizavam movimentos circulares de ombro e cervical. Ao final dessa fase aplicavam-se jatos de água aquecida sobre a musculatura comprometida.

Terceira fase - fortalecimento - duração de 20 minutos aproximadamente.
    Incluíam exercícios auxiliados por palmares, flutuadores, pranchas de flutuação e barra.

Quarta fase - alongamneto - duração de 10 minutos aproximadamente.
    Essa fase consistia na realização de alongamentos de região cervical e de membros superior. Todas as posições de alongamento foram mantidas por 20 segundos

    O protocolo hidrocinesioterapêutico foi aplicado, em piscina aquecida a 33°, regularmente, 3 vezes por semana, durante nove semanas, totalizando 22 sessões para o sujeito 1 e 21 sessões para o sujeito 2.


Resultados

    Os resultados referentes à palpação de Pgs estão descritos a seguir:

Sujeito 1 - observaram-se, durante avaliação inicial, presença de três Pgs ativos (escalenos, elevador da escápula e esplênio da cabeça) e treze Pgs latentes (trapézio superior, médio e inferior, rombóides, supra e infra-espinhoso e esquerdo, subescapular, deltóide anterior, peitoral maior e menor), todos localizados em lado direito. Esse sujeito ainda apresentou Pg latente no peitoral menor E.

    A média do grau de dor referido por esse sujeito, referente aos Pgs ativos, em fase pré-protocolo, foi de 5,333 (Tabela 1), sendo 6 o grau máximo de dor relatado pelo mesmo.

    Após aplicação do protocolo de atendimento terapêutico, Pgs ativos não foram encontrados e os Pgs latentes ainda presentes localizavam-se em músculos (elevador da escápula, subescapular, peitoral maior e menor, trapézio superior, rombóides, supra e infra-espinhoso e deltóide anterior - lado direito) já comprometidos inicialmente.

    O lado esquerdo, inicialmente comprometido, não apresentou Pgs após aplicação do protocolo de atendimento proposto. A redução do número de Pgs latentes verificadas, quando comparadas observações pré e pós-protocolo, foi de aproximadamente 85% (Tabela 1).

Sujeito 2 - apresentou quatro Pgs ativos (trapézio superior, rombóides, infra-espinhoso e peitoral menor), todos localizados em lado direito e treze Pgs latentes (trapézio médio e inferior, supra-espinhoso, subescapular, deltóide anterior, peitoral maior, escalenos, elevador da escápula e esplênio da cabeça) no lado direito e trapézio superior, rombóides, infra-espinhoso, peitoral maior) no lado esquerdo, durante avaliação inicial.

    Os dados demonstram que também, para esse sujeito, houve uma redução do número de Pgs encontrados em avaliação final, quando comparados aos dados da avaliação inicial. Pgs ativos foram encontrados somente durante primeira coleta de dados e em menor quantidade que os Pgs latentes.

    Para esse sujeito, a média de intensidade de dor, referente aos Pgs ativos, em avaliação inicial, foi de 8,5 (Tabela 1). O grau máximo de dor referido pelo mesmo correspondeu a 9. Após aplicação do protocolo de atendimento terapêutico, Pgs ativos também não foram manifestados por esse sujeito.

    Os Pgs latentes ainda encontrados em avaliação final localizavam-se nos músculos trapézio superior, rombóides, elevador da escápula, deltóide anterior, supra e infra-espinhoso, subescapular e peitoral maior e menor. Com exceção dos músculos escalenos, que apresentaram comprometimento em ambos os lados, os demais músculos citados apresentaram Pgs latentes somente em lado direito.

    A redução do número de Pgs latentes observados correspondeu a 33% (alteração de 13 para 9 Pgs), ou seja, menor redução que àquela apresentada pelo sujeito 1. A intensidade da dor manifestada durante a palpação de Pgs latentes variou de 7,5 para grau 2 de dor, quando comparados dados de avaliação inicial e final, respectivamente (Tabela 1).

    A redução do número de Pgs demonstrada nesse estudo condiz com um dos poucos estudos encontrados referente à pesquisa em questão, o qual cita que diversas modalidades de métodos físicos, entre elas a hidroterapia (que engloba também a terapia na piscina) são utilizadas para inativar os Pgs5.

    Também puderam ser observadas melhoras na intensidade da dor referida pelos participantes, através da EVND, tanto ao repouso quanto ao movimento.

Sujeito 1 - os valores de intensidade de dor, segundo EVND, modificaram de 3 para 0 (durante o repouso), indicando ausência de dor ao repouso após o tratamento. Os índices de dor ao movimento, ou seja, durante realização de atividades diárias, foi descrito por esse sujeito como sendo mais intensa que àquela referida ao repouso. A dor inicialmente graduada como 5 diminuíram para um grau 2 de dor, o que indica uma dor muito leve após aplicação do protocolo.

Sujeito 2 - Os valores de intensidade de dor nesse caso variaram de 2 para 0 (durante o repouso), ou seja, também esse paciente não referiu sintomatologia dolorosa ao repouso, após realização do tratamento proposto. Esse sujeito referiu inicialmente grau 9 de dor, durante a realização de atividades diárias (movimento), ou seja, uma dor considerada muito próxima a pior dor já sentida pelo participante. Essa dor alterou para grau 2, após tratamento proposto.

    Ao final do tratamento, os dois sujeitos afirmaram que não apresentavam qualquer tipo de dor ao repouso. Ambos os sujeitos relataram que o grau 2 de dor manifestado ao movimento apresentou-se somente em 2 a 3 episódios (sujeito 1) e 2 episódios (sujeito 2) após o tratamento, período que ocorreu entre o término do tratamento e o dia da reavaliação. Os dois sujeitos relataram que a dor se estabeleceu após esforços musculares, e que essa mesma dor não permaneceu por mais de algumas horas.

    Sugere-se que o esforço muscular possa ter desencadeado a dor, pois sabe-se que Pgs latentes podem tornar-se ativos através de uma variedade de estímulos, incluindo desordens posturais, excesso de uso muscular, ou desequilíbrio da musculatura10.

    Os sujeitos do estudo, ainda relataram que houve melhora na realização de suas atividades de vida diária e profissionais, após o término do tratamento, demonstrando que a hidrocinesioterapia auxilia também na melhoria da atividade funcional11.

    Áreas que foram referidas como dolorosas (pescoço, ombros e membros superiores) pelas participantes são de alta prevalência em se tratando de dor miofascial9.

    A diminuição da dor constatada nesse estudo condiz com relatos que indicam que o alívio da dor está entre os efeitos terapêuticos proporcionados pelos exercícios na água11.

    Os resultados apresentados na Tabela 7 e 8 estão relacionados aos aspectos qualitativos da dor, segundo Questionário McGill. Os valores numéricos subscritos (1, 2, 3, 4, 5, 6) de cada descritor verbal representa a intensidade que cada palavra possui.

Sujeito 1 - a resposta inicial desse sujeito contemplou o número maior de descritores, que correspondeu a 18, quando comparada à resposta final, que compreendeu a 9 descritores (Tabela 2), ou seja, reduziu-se à metade o número de descritores escolhidos.

    Para o mesmo sujeito o índice de dor obtido através da resposta inicial foi de 32 pontos. Esse número reduziu para 14 pontos (resposta final) (Tabela 2). A diminuição do índice de dor, nesse caso, foi de aproximadamente 56%.

Sujeito 2 - obteve-se alteração do número de descritores escolhidos de 19 para 14, correspondendo a uma redução de 26%, quando comparados dados da resposta inicial à final, respectivamente. A resposta inicial referente ao índice de dor, desse sujeito, alterou de 35 para 15 pontos, após o tratamento (Tabela 3), correspondendo a uma redução de cerca de 60% do índice de dor.

    A amostra apresentou descritores comuns (reposta inicial do questionário) na dimensão sensorial (agulhada, mal localizada e esticada), afetiva (exaustiva, castigante, medrontadora e miserável), avaliativa (desgastante) e miscelânea (que irradia).

     A dor de origem muscular é diferente da dor de outros sistemas orgânicos; geralmente é difusa e de difícil localização2, o que se pode confirmar pela definição de dor "mal-localizada", referida pelos dois sujeitos participantes do estudo.

    A dor definida como "irradiada" pelos sujeitos, concorda com descrições da literatura, que indicam a irradiação da dor como o segundo maior sinal clínico para o diagnóstico da SDM4. A dor "esticada" ainda referida pelos sujeitos também já foi descrita como apresentada em área hipersensível característica da síndrome12.

    Dores em queimação, referida pelo sujeito 1, e latejante, pelo sujeito 2, também são decorrentes da SDM9.

    Os descritores comuns obtidos através de reposta final do questionário caracterizam-se por ser do tipo fina, fisgada, calor e sensível (dimensão sensorial), sendo que o sujeito 1 não selecionou nenhum descritor no grupo que caracterizava dimensão afetiva.

    Como se pode observar, segundo resultados obtidos, houve melhora considerável na dimensão afetiva, para ambos os participantes. O somatório do número de descritores escolhidos, referente à dimensão sensitiva, não alterou para os dois participantes da amostra, porém o índice de dor constatado foi menor, correspondendo a uma diferença de 7 no somatório, para o sujeito 1 e de 9 para o sujeito 2, quando comparados dados da resposta inicial à final. Esses resultados indicam que a hidrocinesioterapia beneficia aspectos físicos e psicológicos, visto que proporciona facilidade de movimentos, alívio do peso corporal, redução da dor, oferecendo ainda oportunidades para o relaxamento11.

    A resposta final não compreendeu descrição da dor como "irradiada" e "mal-localizada" pelos sujeitos após o tratamento, o que comprovou também melhora do quadro álgico dos pacientes.


Conclusão

    A SDM inclui-se no importante grupo epidemiológico de dores regionais crônicas, apresentando-se como uma condição prevalente na população. É uma síndrome que determina limitações à capacidade funcional dos indivíduos, principalmente pelo seu quadro álgico, podendo causar importantes transtornos físicos e sociais, o que interfere na saúde dos pacientes.

    A análise descritiva dos resultados obtidos no presente estudo revelou que o protocolo empregado promoveu melhora do quadro clínico dos sujeitos portadores de SDM. Esta análise se evidencia através da diminuição da ocorrência de Pgs e diminuição do quadro doloroso provocado pela síndrome.

    O protocolo hidrocinesioterapêutico, rigorosamente aplicado durante nove semanas, em piscina aquecida, abordou técnicas de relaxamento, fortalecimento e alongamento muscular, que se mostraram eficazes no tratamento da SDM.

    Os resultados evidenciam que manifestações dolorosas decorrentes da SDM foram minimizadas ou mesmo abolidas, através de um programa de terapia aquática realizado regularmente.

    Dessa forma, pode-se concluir que o tratamento fisioterapêutico no meio aquático favorece a redução da intensidade de dor, dos desconfortos musculoesqueléticos, melhorando assim, a realização de atividades da vida diária.

Fonte

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

FisioImagens #11

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Tem uma foto bacana? Mande pra gente.

Sistema de alavancas e torque

Uma alavanca é uma barra rígida que gira em torno de um ponto fixo quando uma força é aplicada para vencer a resistência.

Uma quantidade maior de força ou um braço de alavanca mais longo aumentam o movimento de força.

Há três classes de alavancas, cada uma com uma função e uma vantagem mecânica diferente.

Diferentes tipos de alavancas também podem ser encontradas no corpo humano. No corpo humano, a força que faz com que a alavanca se mova, na maioria das vezes e muscular. A resistência que deve ser vencida para que o movimento ocorra, inclui o peso da parte a ser movida, gravidade ou peso externo. A disposição do eixo em relação à força e a resistência vão determinar o topo de alavanca.

CLASSE DAS ALAVANCAS

Alavanca de Primeira Classe:  O eixo (E) está localizado entre a força (F) e a resistência ( R).




Alavanca de Segunda Classe: O eixo (E) em uma das extremidades, a resistência ( R) no meio e a força (F) na outra extremidade.




Alavanca de Terceira Classe: Tem o eixo numa das extremidades, a força no meio, a resistência na extremidade oposta.



A alavanca de 3ª classe é a mais comum das alavancas do corpo. Sua vantagem é a extensão do movimento.


O TORQUE

Se for exercida uma força sobre um corpo que possa girar em torno de um ponto central, diz-se que a força gera um torque. Como o corpo humano se move por uma série de rotações de seus segmentos, a quantidade de torque que um músculo desenvolve é uma medida muito proveitosa de seu efeito.

Para empregar o valioso conceito de torque, devem-se compreender os fatores relacionados à sua magnitude e as técnicas para seu cálculo. A magnitude de um torque está claramente relacionada à magnitude da força que o está gerando, mas um fator adicional é a direção da força em relação à posição do ponto central. A distância perpendicular do pivô à linha de ação da força é conhecida como braço de alavanca da força. Um método para calcular o torque é multiplicar a força (F) que gerou pelo braço de alavanca (d).

T = F x d

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Saiba tudo sobre Corrente Farádica

A corrente farádica possui impulso de curta duração de modo que ajuda aumentar a tolerância com relação à sensibilidade. Utilizada em casos de estimulação muscular recuperativa e a respiração comandada no efisema, bronquiectasia e asma brônquica.

Algumas considrações sobre esse tipo de correntw:

Para se ter estímulos analgésicos, quanto mais curta for a duração, a pausa mais rápida e sua sucessão mais perto da articulação ocorrerá contração da capa muscular que a envolve. Os estímulos longos seguidos de pausa mais ou menos longa, atuam como bombas de compressão e descompressão, contraindo os músculos grandes e expelindo com ele o sangue que circula na região que se encontra entre os eletrodos.

A utilização de 50-70mseg para transtornos venosos, como estases, edemas pós-traumáticos por inatividade.

EFEITOS FISIOLÓGICOS:

A ação da corrente farádica sobre os nervos motores provoca contração muscular sendo a estimulação sobre o ponto motor a responsavél por maior excitabilidade e contração mais eficiente. Nos nervos sensitivos, produz sensação de comichão ou leve ardência; a nível muscular, produz contração voluntária- trabalho muscular; sobre as fibras musculares, leva ao aumento do volume , melhorando a resistência e foça. No retorno venoso, provoca contração e relaxamento muscular sobre os vasos linfáticos e sangüíneos- provocando melhoras na circulação, aumentando o aporte de oxigênio e a metabolização.(MACHADO,1991).

TRATAMENTO POR IMPULSO COM INCLINAÇÃO VARIÁVEL, IMPULSOS EXPONENCIAIS: se aplica às paralisias de açaõ degenerativa( musculatura de fibras transversais que não respondem às placas terminais motoras). O tratamento fundamenta-se no princípio de dirigir isoladamente cada músculo em tratamento à uma contração rítmica. Com as vantagens de que os músculos degenerados lisos necessitam de um tempo maior de estimulação, não apresentando acomodação respondendo á uma excitação elétrica que alcança sua intensidade máxima progressivamente.

TÉCNICAS DE APLICAÇÃO:

Técnica bipolar:

* despir e examinar a área, testar a sensibilidade;

* posicionar o PC;

* zerar, ligar o aparelho;

* moldar os eletrodos à pele, saturar a esponja em solução de NaCl a 2% ou água morna;

* eletrodo positivo colocado no início do ventre muscular ou origem muscular.

INDICAÇÃO

A corrente farádica é usada quando seu objetivo for de produzir contrações musculares e, somente, quando estas não puderem ser realizadas voluntariamente. A partir do momento que o paciente conseguir contrair seus músculos ativamente voluntária, deve-se substituir a corrente farádica por cinesioterapia.

da forma bipolar: estimulação de grupos musculares (mm grandes e médios);

da forma unipolar: estimulação de um músculo pequeno e estimulação muscular seletiva.


Principais indicações:

  • Paresias

  • Atrofias

  • Reabsorção de edema traumático

  • Diminuir ou evitar aderência

  • Melhorar a circulação.


Contra-indicações

  • Estados febris;

  • Extremos de idade; 

  • Paralisia espática; 

  • Degeneração do axônio; 

  • Secção do axônio; 

  • Perda de sensibilidade; 

  • Paralisia flácida com reação de degeneração; 

  • Região pré-cordial.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quando um fisioterapeuta é atendida por outro fisioterapeuta



Eu precisei de Fisioterapia algumas vezes na minha vida, assim como quase todo mundo irá precisar um dia. Embora as áreas mais comuns das pessoas "conhecerem" a fisioterapia seja a traumato-ortopédica/reumatológica, a pneumológica ou a neurológica, com o crescimento de outras áreas como a Dermato-Funcional, será cada vez mais comum a inserção de fisioterapeutas na vida das pessoas. E arrisco-me a dizer que se tivéssemos uma visão mais preventiva do que curativa da saúde, essa inserção seria muito maior.

A primeira vez que eu tive contato com a fisioterapia foi na adolescencia para tentar curar um problema de coluna. Segundo o ortopedista, eu tinha que fazer exercícios específicos e fazer uso de um colete de ferro para "alinhar" minha coluna. Nunca o usei. Nunca mai voltei a fisioterapia. Esse uso do colete de ferro assustou mamãe na época.

Após essa primeira experiência, precisei da Fisioterapia para curar as inúmeras entorses que eu tive nos dois tornozelos que o voleibol me proporcionava.

Mas a diferença que tinha de tratamento quando eu falava que era fisioterapeuta ou profissional de educação física era gritante para os outros pacientes. Gritante e engraçada, diga-se de passagem. E não foi só com um profissional. Embora eu não estivesse, enquanto paciente, avaliando o tratamento, o cuidado dos 4 profissionais que lembro da conduta fazia ter a impressão que meu tratamento era diferente.

Mas por que eu estou falando isso? Tenho uma hérnia cervical que inclusive me fez diminuir o ritmo de trabalho dentro da fisioterapia para eu ter mais qualidade de vida. Como é uma coisa que me atrapalha quando há uma tensão eminente, prefiri como tratamento o RPG e a mudança do ritmo e diminuição da carga de trabalho. Mas, voltando ao assunto, procurei um tratamento de RPG no estado onde eu moro. Fiz a avaliação e no meio do atendimento de RPG, percebendo que o direcionamento do profissional não era o método porque eu realizo atendimentos de RPG, perguntei qual era o método que estava sendo utilizado e quando o profissional disse que era RPG, perguntei de que escola. Eu não sei descrever a cara de susto do rapaz. Falei, calmamente que eu era Fisioterapeuta, pós graduada, especializada em RPG. Ele alegou que estava fazendo uma introdução ao método, acelerou o término da sessão e hoje recebi a ligação que o Dr Fulando que iria me atender, ao invés do Dr Cicrano.

O que você acha dessa história. Escreva aí no campo dos comentários ou comente nas Redes Sociais.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A fisioterapia no tratamento da Fibromialgia


O grande número de pacientes que procuram o Ambulatório de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia com queixas compatíveis com o diagnóstico de fibromialgia justifica o grande interesse que esta síndrome tem despertado.

Fibromialgia é uma síndrome reumática de etiologia desconhecida, que acomete predominantemente mulheres, caracterizada por dor musculoesquelética difusa e crônica, além de sítios anatômicos específicos dolorosos à palpação, chamados de tender points. Freqüentemente, estão associados outros sintomas, como a fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal e distúrbios psicológicos, como a ansiedade e depressão.

Por vezes, o nível da dor é tão intenso, que interfere no trabalho, nas atividades de vida diária e na qualidade de vida dos pacientes.

Encontrar alternativas efetivas de tratamento que minimizem o impacto da fibromialgia sobre a qualidade de vida dos pacientes é fundamental para o sistema de saúde. Ao abordar a questão das limitações funcionais decorrentes da fibromialgia e suas conseqüências sobre a qualidade de vida, torna-se necessário ampliar a perspectiva do impacto dos sintomas, pois as áreas afetadas se tornam tão importantes quanto a doença em si.

O tratamento atual está voltado, principalmente, para a redução dos sintomas(5). A Fisioterapia tem um importante papel na melhora do controle da dor e no aumento ou manutenção das habilidades funcionais do paciente em casa ou no trabalho, assim como na redução de outros sintomas que lhe causam sofrimento(6).

Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi revisar os estudos da literatura, a fim de identificar e agrupar informações sobre o papel desempenhado pela fisioterapia no tratamento de pacientes com fibromialgia.

Leia o resto do estudo clicando aqui

A vestimenta para o profissional da Fisioterapia



Uma das coisas que é importantíssima do atendimento da Fisioterapia é a vestimenta do profissional. Recebi essa sugestão de tema pelo email e achei interessante falar um pouco sobre isso. 

Acredito que a vestimenta do profissional de Fisioterapia depende do local que ele faz o atendimento. E, você pode acreditar, que cada local, cada clínica tem as suas regras quanto a isso.  Há clínicas que exigem o uso do jaleco branco (ou de qualquer outra cor), da roupa branca ou de uniforme específico. Essa vestimenta também dependerá do tipo de atuação que o profissional exercerá no seu local de trabalho. Se o fisioterapeuta for trabalhar com demonstração de exercícios ou atividades a serem feitas como a ginástica laboral que é mais ativa, o uso de vestimentas mais flexíveis se torna necessário, para não atrapalhar o desenvolvimento das atividades.

O uso do jaleco branco o de qualquer outra cor pode servir para identificação profissional, diferenciação em local de trabalho. Portanto, é desnecessário o uso de jaleco fora de ambiente de trabalho, inclusive em alguns estados é proibido o uso dele fora de hospitais e etc, para  evitar riscos de contaminação por bactérias levadas de um local a outro. 

Não é recomendado o uso de shorts ou saias em atendimentos de fisioterapia. Embora o uso dos shorts ainda seja aceito se o fisioterapeuta trabalhar em clubes desportivos e fazer parte do uniforme, o uso de saias por parte das meninas limita o movimento para fazer qualquer manipulação, seja ela qual for. 

É recomendado o uso de calçados confortáveis, principalmente para os profissionais que passam muito tempo em pé. As mulheres que usam saltos para o trabalho, na hora de se fazer alguma manipulação passiva poderá ter que tirar o sapato com salto, pois esse pode atrapalhar sua movimentação.

Se houver outros aspectos, utilize o campo dos comentários para dar dicas, que pode ser acrescentado nesse texto. 

Obrigada ao José Humberto pela sugestão de tema pelo email. 

Fisiolinks 76



A área que é mais difundida na Fisioterapia é a de Fisioterapia Traumato-Ortopedia. Através dela é possível acelerar a recuperação de movimentos e reduzir dores de pacientes com fraturas, traumas ou luxações. Prevenir e reabilitar lesões da coluna vertebral e das articulações causadas por postura incorreta ou esforço repetitivo.

Vamos aos links da semana? 

















Até a próxima semana. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

FisioImagens #10

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foto

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foto

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Imagens da Fisioterapia, fotos de fisioterapeutas, tratamentos de fisioterapia, tratamento manual, tratamento com aparelhos.

Fotos de pacientes sendo tratados, retratando a Fisioterapia!

Tem uma foto bacana? Mande pra gente.

Parabéns pelo seu dia, Fisioterapeuta!

Hoje é dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional. Mas você sabe por que?

Em 1969, a Fisioterapia foi regulamentada pelo Decreto Lei 938/69. E foi exatamente no dia 13 de outubro. 



Então hoje é dia de comemoração. São 42 anos da regulamentação.

Vamos valorizar a Fisioterapia. Vamos cuidar para que ela cresça cada vez mais.

parabéns Doutores e estudantes!

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