Qual a relação entre esporte profissional e problemas cardíacos?







Fabrice Muamba/Getty Images

A maioria das pessoas associa problemas cardíacos com pessoas mais velhas, portanto causa surpresa quando a vítima é jovem como o jogador Fabrice Muamba, que atua no futebol inglês.
O atleta de 23 anos sofreu um ataque do coração no sábado, quando atuava por seu time, o Bolton Wanderes, contra o Tottenham Hotspurs. O jogador permanece hospitalizado, em estado grave.
Nascido na República Democrática do Congo (então chamado Zaire), mas nacionalizado britânico, Muamba tem fama de ser um dos atletas com melhor condicionamento físico em seu clube.
Reputação similar tinha o camaronês Marc-Vivien Foe, que faleceu por causa de um ataque cardíaco, em campo, quando defendia sua seleção em partida contra a Colômbia em 20023.
Qual seria então o papel desempenhado pelos esportes nos problemas cardíacos?

Causas

É possível que estes incidentes tenham causas hereditárias e não sejam consequência da atividade física.
Problemas genéticos geralmente são relacionados com arritmias (irregularidades no batimento cardíaco), cardiomiopatias ou doenças do músculo cardíaco.
E esporte pode ter papel importante na probabilidade de que essas condições causem um ataque cardíaco.
Algumas pesquisas sugerem que pessoas que possuem condições hereditárias têm o dobro de possibilidades de sofrer ataques cardíacos se praticam esportes de alto nível.
O médico cardiologista e assessor da Federação Inglesa de Futebol Leonard Shapiro diz que é difícil precisar o que desencadeia um ataque.
"Há uma predisposição em alguns indivíduos de ter um ataque cardíaco quando estão sob alto estresse físico e emocional", diz ele.
A pergunta que sempre surge nesses casos é se seria possível fazer algo para preveni-los.
No futebol, muitos jogadores fazem exames aos 16 anos e muitos são examinados regularmente ao longo da carreira. Quando um problema é detectado, é comum eles abandonarem a atividade.

Dificuldade

O cardiologista Sanjay Sharma que trabalha para fundação britânica Cardiac Risk in the Young, que busca prevenir o risco de ataque entre jovens, diz que os exames não são perfeitos.
"Deve-se levantar o histórico médico de sintomas cardíacos que incluem dores no peito durante o esforço, uma respiração que não está de acordo com a proporção de exercício realizado e desmaios", disse.
"Além disso, pergunta-se pelo histórico familiar", diz ele. O passo seguinte é um eletrocardiograma para detectar "falhas elétricas no coração e um ultrassom para a detecção de problemas musculares ou com as válvulas."
Esses exames não são garantia de que uma anomalia seja descoberta. E elas também não são permanentes, como no caso de Muamba.
O jogador do Bolton realizou quatro exames em sua carreira, o últimos deles em meados do ano passado.

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