Caso clínico de uma dor na cervical com irradiação para ombro e MMSS







DEFINIÇÃO:

Dor cervical com irradiação para o ombro e frequentemente ao longo do membro superior.

I-INTRODUÇÃO:

A dor cervical (Cervicalgia) é a segunda em frequência, dentro da clínica da dor crónica, logo depois da lombalgia. Um total de 45% das pessoas em idade produtiva tiveram, pelo menos uma vez, uma crise de rigidez e dor cervical, 23% pelo menos, uma crise de braquialgia e 51% ambos os sintomas. A frequência dos sintomas de Cervicalgia, quase dobra dos 25 para os 45 anos.

As estruturas sensíveis à dor incluem: vértebras, ligamentos, raízes nervosas, músculos, etc. As cervicalgias podem ter origem em qualquer destas estruturas, ou noutras estruturas cervicais ou ainda serem referidas de outras estruturas viscerais e somáticas.


Causas mais comuns de dor cervical:
1- causas músculo-esqueléticas (fratura, discopatia, artrite reumatóide, espondilose, etc…);
2- causas neurológicas (torcicolo, meningite, síndromes radiculares, mielopatia cervical, etc…);
3- dor muscular e de partes moles (distensão cervical aguda, traumatismos, tendinites, bursites, alterações posturais, fibromialgia, etc…);
4- dor referida (doenças do coração, tumores do pulmão, enxaquecas, tensão muscular, etc…).

II- DIAGNÓSTICO:

Trata-se da causa mais comum de dor que irradia ao longo do membro superior e se acompanha, frequentemente de parestesias ao longo da mão. Enquanto as dores sobrevêm durante o dia, é comum as parestesias manifestarem-se durante a noite. A Cervicobraquialgia surge especialmente entre os 40 e 65 anos de idade, sendo mais frequentes em mulheres do que em homens. O seu diagnóstico baseia-se num exame e história clínica meticulosa, exame físico do crânio, pescoço, parte superior do tórax, ombros e membros superiores.

Hipóteses de Diagnóstico- Diagnóstico Diferencial- Cervicobraquialgia, lesões das raízes nervosas, síndrome do túnel cárpico, doenças reumatológicas, ombro doloroso, infeções ou lesões ósseas da coluna cervical, tumores secundários, neuropatia por compressão periférica, etc…)

 

Exames Complementares

RX cervical, o qual é frequente ser "normal" num doente com cervicobraquialgia, pelo que pode ser necessário recorrer a TAC e RM cervical.
RX do ombro, Ecografia ao ombro para despiste de Tendinite, Eletromiograma para despiste de Síndrome de Túnel Cárpico (origina parestesias noturnas na mão) e lesões das raízes nervosas, exames laboratoriais, tais como: RA Test, Waller Rose, Proteína C. Reativa, HLA B27 (marcadores no caso de suspeita de doenças do foro reumatológico), a impressão clínica é que dita a escolha dos mesmos.



 

III - TERAPÊUTICA:

Objetivos- Supressão da dor e restaurar movimento

Estado Agudo – repouso (colar cervical) + medicação (anti-inflamatórios, relaxantes musculares, infiltração com esteróides)

Estado Subagudo –Medicina Física e de Reabilitação: calor superficial e profundo para relaxamento muscular, eletroterapia ( ultrassons, correntes elétricas, raios laiser, etc…), massagem, mobilização (os exercícios devem ser feitos dentro dos limites da dor), manipulações, correção postural, tração cervical ( deve ser prescrita por especialistas e executada por profissionais porque quando o ângulo de tração é inadequado, pode levar a um agravamento dos sintomas.

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