Pilates ajudando pacientes com Esclerose Múltipla






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O Método Pilates é uma ótima alternativa para pacientes de Esclerose Múltipla, sendo utilizado como ferramenta de reabilitação por estimular o recrutamento muscular com controle e em amplitudes que melhoram a flexibilidade global.

Além disso, é um método que visa o alinhamento postural e estimula a percepção corporal. Também trabalha muito o aspecto respiratório (um dos possíveis agravos devido fraqueza), e pode melhorar a expansibilidade pulmonar e da caixa torácica, e a função expiratória que exige mais força. Os atendimentos devem respeitar um ritmo menos intenso e os movimentos selecionados devem atender às necessidades de cada paciente, segundo as limitações motoras que ele apresenta, podendo-se modificar a forma de execução para permitir que o paciente se movimente. Portanto, vale ressaltar que por se tratar de um paciente que exige cuidados especiais, o profissional  precisa ser especializado e conhecer bem as limitações impostas pelo quadro e pela doença para ser capaz de estimular as funções motoras, sem causar fadiga ou outros danos que possivelmente agravariam muito sua condição.

Pilates pode ajudar na reabilitação de esclerose múltipla mesmo em pacientes que estão com sintomas avançados da doença, mostra uma pesquisa realizada na Universidade Queen Margaret, na Escócia. O método pilates, já utilizado no Brasil em alguns casos de esclerose, foi testado na universidade escocesa para a reabilitação de pessoas que estão em cadeira de rodas devido à doença. A esclerose múltipla afeta, entre outras coisas, a força muscular e o equilíbrio, fazendo com que o doente perca mobilidade. No estudo, a postura e a intensidade das dores e da fadiga (sintomas da doença) foram medidas em 15 cadeirantes antes e depois de começarem seu tratamento com pilates. Outras oito pessoas com sintomas parecidos também foram acompanhadas durante o período, porém sem participar das aulas.

Ao final de 12 semanas, foi possível observar uma melhora nas dores no ombro e no pescoço das pessoas que tiveram aulas de pilates. Os resultados foram publicados na revista "Research Matters", editada pela Sociedade de Esclerose Múltipla de Londres. Os pesquisadores lembram que ainda são necessários estudos com maior número de participantes para validar os resultados.

Entre os benefícios da prática, há a melhora da força, da postura e do equilíbrio. Porém, se a pessoa faz exercícios inadequados para sua condição, ela pode sentir uma grande fadiga, própria da doença e mais forte do que um cansaço normal de quem vai a academia.

O pilates, por ser originalmente um trabalho individual, permite que o instrutor conheça a pessoa e consiga perceber quais os exercícios mais adequados para suas necessidades. O uso dos aparelhos como uma forma de fazer com que seus alunos se sintam mais acolhidos. Uma pessoa que não consegue ficar de pé, por exemplo, pode fazer exercícios na cama que simulem o caminhar em um ambiente seguro.


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