Importância dos Isquiotibiais






hamstring
Este grupo é composto de 4 músculos: Semimembranoso, Semitendinoso e as cabeças longa e curta do Bíceps Femoral.
O semitendinoso e o semimembranoso se originam na parte posterior da tuberosidade isquiática, inserindo-se distalmente na parte medial da tíbia e na fáscia poplitea (N.T: O semimembranoso se insere na superfície posterior-medial do côndilo medial da tíbia e o semitendinoso um pouco mais abaixo, na superfície medial anterior superior da tíbia).
O bíceps femoral é dividido em cabeças longa e curta, tendo diferentes inserções e fibras em diferentes direções. A cabeça longa tem a origem proximal no aspecto lateral-posterior da tuberosidade isquiática e ligamento sacrotuberoso, enquanto que a cabeça curta se origina na linha áspera e crista supracondilar lateral do fêmur. Ambos se misturam, se inserindo distalmente no processo estilóide da fíbula e côndilo lateral da tíbia, correndo diretamente no ligamento colateral lateral do joelho.
É importante entender as várias funções deste grupo de músculos no ciclo da marcha para construir uma reabilitação focada, ou um plano preventivo.
Apesar de muitos livros dizerem que a função primária dos isquiotibiais é a de flexores concêntricos do joelho, está descrição não descreve de maneira acurada a sua função durante a locomoção. Na realidade, a flexão do joelho durante a fase do balanço na marcha é primariamente um movimento passivo, resultante da dinâmica intersegmental e contração dos gastrocnêmios (¹).
Funcionalmente, os ísquios agem como estabilizadores excêntricos do joelho e da articulação sacroilíaca, e como sinergistas concêntricos de extensão do quadril.
Primariamente, os músculos semitendinoso e semimambranoso agem como estabilizadores excêntricos do joelho durante a porção inicial da fase de apoio na marcha, fazendo uma co-ativação para limitar uma translação anterior da tíbia, juntamente com o músculo poplíteo e o ligamento cruzado anterior (N.T: trocando em miúdos, eles contraem para dar uma força na estabilização do joelho, ajudando a impedir que a tíbia desloque para frente a cada vez que o pé atinge o solo, seja caminhando, correndo, ou aterrissando de um salto). Além disso, eles também agem como sinergistas, assistindo os glúteos na extensão do quadril.
O bíceps femoral serve como um importante desacelerador excêntrico da extensão do joelho durante a fase de balanço da marcha. Além disso, por causa da sua inserção na tuberosidade isquiática, o bíceps femoral ajuda a estabilizar a articulação sacroilíaca através de uma contração isométrica durante o contato do pé com o solo.

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