5 Funções da Cintura Escapular







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A cintura escapular possui dois pares de ossos: uma clavícula e uma escápula, sendo um de cada lado. A clavícula mede aproximadamente quinze centímetros de comprimento parecendo ser reta se vista em sua porção anterior, porém é curva quando vista superiormente. A extremidade esternal é convexa anteriormente e a extremidade acromial é convexa posteriormente. A superfície superior é lisa e a extremidade inferior é rugosa; a extremidade esternal é mais grossa e a extremidade acromial é mais achatada.


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Veja 5 funções dessa região


1) Ritmo escapuloumeral

O movimento da escápula, em sincronia com os movimentos do úmero, permite 150 a 180 graus de amplitude de movimento no ombro para flexão ou abdução com elevação. A mobilidade varia consideravelmente entre indivíduos normais, mas geralmente se aceita que seja de 2:1 (2 graus de movimento gleno-umeral para 1 grau de movimento escapular). O movimento sincronizado da escápula permite que os músculos que movem o úmero mantenham uma boa relação comprimento/tensão ao longo da atividade.

Os músculos que fazem a rotação para cima da escápula são o trapézio superior e inferior e o serrátil anterior. Fraqueza ou paralisia completa desses músculos leva a rotação para baixo da escápula pelo deltóide e supra-espinhoso contralaterais quando se tenta a abdução ou flexão.

A fraqueza ou má sincronização dos músculos que fazem a rotação para cima pode alterar a relação do úmero no espaço supra-umeral à medida que o braço é abduzido, levando a microtraumas dentro da articulação nos tecidos moles do espaço supra-umeral.

2) Elevação clavicular e rotação com movimento do úmero

Inicialmente, com rotação para cima da escápula, ocorrem 30 graus de elevação da clavícula na articulação EC. Então, à medida que o ligamento coracoclavicular se torna tenso, a clavícula roda 38 a 50 graus sobre seu eixo longitudinal, o que eleva a sua extremidade acromiana (porque é em formato de manivela). A escápula então roda mais 30 graus na articulação AC. A perda de qualquer um desses componentes funcionais irá diminuir a quantidade de rotação escapular e assim a amplitude de movimento do membro superior.

3) Rotação externa do úmero com elevação completa através da abdução

Para que o tubérculo maior do úmero libere o arco coracoclavicular, o úmero precisa rodar externamente à medida que é elevado além da linha horizontal. Uma rotação externa fraca ou inadequada resultará em compressão dos tecidos moles no espaço supra-umeral, provocando dor, inflamação, e eventual perda de função.

4) Rotação interna do úmero com elevação completa através da flexão

A rotação medial começa em torno dos 50 graus de flexão passiva do ombro quando todas as estruturas estão intactas. Com a amplitude completa de flexão e elevação do ombro, o úmero roda medialmente 90 graus.

A maioria dos músculos flexores do ombro são rotadores mediais do úmero. À medida que o braço se eleva acima da horizontal no plano sagital, a cápsula anterior e os ligamentos tornam-se tensos, levando o úmero a rodar medialmente.

A configuração óssea da face posterior da cavidade glenóide contribui para o movimento de rotação interna do úmero à medida que o ombro flexiona.

5) Deltóide – mecanismo da bainha rotadora curta e supra-espinhal

A maior parte da força do músculo deltóide provoca translação para cima do úmero; se não houver oposição ocorre colisão da cabeça do úmero com o arco coracoacromiano. O efeito combinado dos músculos rotadores curtos (infra-espinhal, redondo menor e subescapular) causa compressão e translação para baixo do úmero.

A ação do deltóide e dos rotadores curtos resulta em força dupla, o que provoca um giro da cabeça do úmero e abdução do úmero. O músculo supra-espinhal tem um efeito compressivo com leve translação para cima no úmero. Esses efeitos, combinados com o efeito da gravidade, levam a abdução do braço. A interrupção ou má coordenação de qualquer um desses músculos pode levar a mircrotraumas e eventual disfunção na região do ombro.

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