Classificação das Traqueostomias








A traqueostomia (TQT) é uma técnica cirúrgica que tem por finalidade possibilitar a respiração por uma nova via aérea e é indicada principalmente nos casos de excesso de secreção broncopulmonar, facilitando a remoção dessas secreções, reduzindo o tempo de ventilação artificial e a incidência de infecções hospitalares.


Classificação das traqueostomias

Didaticamente, a traqueostomia pode ser classificada de acordo com a finalidade, ao tempo apropriado à realizá-la e o tempo de permanência.

Quanto à finalidade:

Preventiva: complementar a outros procedimentos cirúrgicos que podem gerar obstrução das vias aéreas ou dificuldade respiratória. Por exemplo, em laringectomias parciais, ressecção de tumores na cavidade oral ou de orofaringe que geram edemas obstrutivos;

Curativa: situações onde assegura a manutenção das vias aéreas como na obstrução laríngea por neoplasia, estenoses laringotraqueais,  ou processos infecciosos que causam edema de glote;
Paliativa: utilizada em pacientes terminais, com o intuito de promover conforto respiratório;

Quanto ao tempo para sua realização:

Urgência: quando o paciente necessita de intervenção cirúrgica rápida devido a um quadro de insuficiência respiratória, como na asfixia por corpo estranho, edema causado por queimaduras;

Eletiva: realizada em paciente com vias aéreas já controladas, ou seja, aqueles já entubados. O tempo médio do procedimento varia entre 2 a 14 dias após a entubação. Segundo o III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica, a traqueostomia precoce (até 48h após início da ventilação) deve ser realizada em pacientes com previsão de passar mais de 14 dias entubado.

Quanto ao tempo de permanência:

Definitiva: passam a ser a via de ventilação permanente, como ocorre com os laringectomizados totais;

Temporária: é a via de ventilação por um determinado período, sendo desmamada de acordo com a evolução clínica do paciente.

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