Lesões mais comuns da Cintura Escapular








As lesões na cintura escapular podem contribuir ativamente para a diminuição ou incapacidade de diversas atividades cotidianas. A cintura escapular está intimamente ligada à articulação do ombro, que é uma articulação bem susceptível a lesões. Portanto, lesões no ombro irão interferir na ação da cintura escapular, e são frequentemente descritas em conjunto.
As lesões do ombro são especialmente comuns em atletas que praticam esportes que exigem movimentos acima da cabeça, como vôlei, baseball, natação, basquete…
A gravidade das lesões de ombro pode variar dependendo do nível de atividade do indivíduo, posição da lesão, recorrência de fatores causais, idade, entre outros fatores.
Lesões frequentes desse complexo articular envolvem fratura de qualquer osso relacionado ao ombro ou à cintura escapular, como da clavícula, estiramentos ligamentares, lesões do manguito rotador, rupturas de lábios da cavidade glenóide, e outras condições agudas ou crônicas.
A dor relacionada a essas lesões pode ser aguda ou crônica, a depender da duração da lesão, e está relacionada ao processo inflamatório gerado pela lesão, bem como pelas compensações geradas pelo sistema a partir do desequilíbrio inicial.
Essas lesões frequentemente causam, além da dor, redução da amplitude de movimento, e redução da capacidade funcional, e podem ser muito debilitantes, chegando a impossibilitar o uso dos membros superiores, sendo queixas muito frequentes nos consultórios dos fisioterapeutas.
Dentre as lesões mais recorrentes, podemos destacar lesões por conta de diversos tipos de etiologias. Sendo elas classificadas por como:
Afecção periarticular : Tendinopatia do manguito rotador; Tendinite calcificada; Ruptura do manguito rotador; Tendinopatia e ruptura do bíceps; Bursite subacromial. 
Alteração da articulação glenoumeral : Capsulite adesiva; Artrites inflamatórias; Artrites sépticas; Ombro de Milwaukee; Osteoartrites; Osteonecroses. 
Alterações estruturais: Artrite esternoclavicular; Osteoartrose acromioclavicular; Radiculopatia cervical; Lesão nervosa; Síndrome do desfiladeiro torácico; Distrofia simpático reflexo; Tumores e metástases.
 Muitas dessas lesões ou patologias, apresentam incidência na população em geral em cerca de 2,7 a 3 % de apresentação. Por conta deste fato, apresentaremos a seguir as lesões que ocorrem com mais frequências, apresentando- se como graves ou moderadas, dependendo logicamente do grau de acometimento sofrido. Dentre este grupo, podemos destacar:
Tendinites: Constituem Lesões inflamatórias dos tendões musculares, ocorridas por influência nutricional devido a uma alimentação irregular ou a distúrbios metabólicos, que podem contribuir na deposição de agentes irritativos nos tecidos musculares (agentes resultantes de um metabolismo deficitário por disfunção de um órgão)
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FONTE: Universidade de Motricidade Humana de Lyon, 2014
Luxações e Sub- Luxações: Sendo a anterior a mais frequente, estando relacionada ao movimento de abdução, rotação externa e/ou extensão. Vale salientar que em sua maioria as luxações ocorrem por fatores traumáticos, e uma minoria atraumática devido a pouca estabilidade já mencionada desta articulação
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FONTE: Universidade de Motricidade Humana de Lyon, 2014
Síndrome do impacto: Refere-se à redução do espaço subacromial nos movimentos de abdução ou flexão conjuntamente a rotação interna, levando os tecidos compreendidos neste espaço a ficarem comprimidos, atritando e impactando a bursa, os tendões do manguito rotador (inserções distais) entre a cabeça do úmero e o teto osteoligamentar coracoacromial ou acrômio . O impacto tende a causar micro e macrotraumatismos nos tendões provocando tendinites e consequente bursite. A insistência desta síndrome pode acarretar em ruptura parcial ou total do manguito rotador (BROWN ET AL,2001; HALL, 2000; MELLION, 1997).
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Capsulite adesiva: A capsulite adesiva é definida como uma rigidez articular glenoumeral associada à dor. A maioria dos autores classifica essa afecção de acordo com a etiologia, podendo ser idiopáticas ou traumáticas . A capsulite ocorre, mais frequentemente, em pacientes na quarta ou quinta décadas de vida. O trauma, imobilização do ombro, diabetes melitus, tireoidopatias, cardiopatias, doenças pulmonares, cervicais, neurológicas, psiquiátricas e reação à medicação são fatores predisponentes para essa patologia, e o diagnóstico é clinico, marcado pela limitação do arco de movimento passivo do ombro associado a dor.
As lesões mais comuns desse complexo são as lesões do manguito rotador. Dentre as lesões comumente encontradas na prática clínica relacionadas a esse segmento encontram-se:
·         Síndrome do impacto: a síndrome do impacto nada mais é do que uma tendinite do supraespinhoso. Esse tendão passa exatamente abaixo da articulação acrômio-clavicular, e pode ser pressionado caso o posicionamento do ombro não esteja adequado durante a realização de algumas atividades que envolvam amplitudes de movimentos maiores dessa articulação.
·         Tendinite de bíceps: frequentemente causada por padrões posturais incorretos, dentre eles a protusão de ombros, ou por excesso de uso do músculo, essa lesão é caracterizada por dor na região anterior da cabeça do úmero.
·         Escápula alada: causada geralmente pela paralisia do serrátil anterior, devido à lesão no nervo torácico longo, ou por paralisia do trapézio, gerada pela lesão do nervo espinhal acessório. A lesão desses nervos pode ser devido a procedimentos cirúrgicos, traumas, ou mesmo por desuso desses músculos. A escápula perde então a aderência ao tórax, se tornando pontuda, formando uma espécie de asa nas costas.

Tratando disfunções da cintura escapular

A cintura escapular é responsável pelo posicionamento das mãos, estabilidade dos braços, e ainda permite que os movimentos dos membros superiores sejam realizados de forma completa, funcional, e coordenada.
Portanto, qualquer disfunção dessa estrutura pode gerar inúmeros problemas, como descrito acima. O tratamento dessas disfunções é imperativo para a restauração da funcionalidade normal dos braços, e consiste, basicamente, na estabilização da cintura escapular.
Como a cintura escapular é uma estrutura complexa, devido ao grande número de músculos e articulações que fazem parte do conjunto e atuam no movimento dos ombros, ela exige uma atenção especial em relação ao fortalecimento dos músculos ao seu redor.
A estabilização desse segmento envolve, portanto, exercícios dinâmicos que trabalhem diversos músculos ao mesmo tempo, pois são as ações conjuntas desses músculos que conferem a estabilidade ao ombro.
Dentro os exercícios de fortalecimento e estabilização da cintura escapular encontram-se os exercícios que trabalham a mobilidade escapular, que trabalhar os músculos do manguito rotador, e que envolvem descarga de peso nos braços, como as pranchas.
É importante a envolvimento de um profissional especializado no tratamento e no trabalho preventivo de lesões para a cintura escapular. Portanto, procure um fisioterapeuta!
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