Fisioterapia Pélvica e Fisioterapia Uroginecologia








A dor pélvica é um desconforto que ocorre na parte inferior do tronco, região abaixo do abdômen e entre os ossos dos quadris. Não inclui dor que ocorre no exterior da região genital (vulva). Muitas mulheres sofrem de dor pélvica. Considera-se uma dor crônica caso persista por mais de quatro a seis meses.

A dor pélvica pode ser um sintoma ginecológico. Ou seja, ela pode ser provocada por um distúrbio que afeta o sistema reprodutor feminino.

A dor pode ser aguda ou cólica (como cólicas menstruais) e pode ir e vir. Pode ser repentina e dolorosa, surda e constante, ou alguma combinação. A dor pode intensificar-se gradativamente e, às vezes, ocorre de maneira intermitente. Frequentemente, a dor pélvica ocorre em ciclos coordenados com o ciclo menstrual. Ou seja, a dor pode ocorrer todos os meses logo antes do, ou durante o, período menstrual ou no meio do ciclo menstrual, quando há a liberação do óvulo (durante a ovulação).

A região pélvica pode ficar sensível ao toque. Dependendo da causa, a mulher pode ter sangramento ou secreção pela vagina. A dor pode vir acompanhada de febre, náusea, vômito, sudorese e/ou tonturas.

É um problema de saúde complexo e confuso, que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres com vários tipos de distúrbios uro-ginecológicos, muitas vezes resultando em depressão, ansiedade e fadiga.

Com base no sistema nervoso central, a dor envolve respostas emocionais, cognitivas, comportamentais e sexuais.

A sensação de dor e sua intensidade não correspondem com a localização da lesão identificada, mas são sentidas em outros lugares, levando a uma grande variedade de distúrbios músculo-esqueléticos e miofascial.

Síndrome da (SDM) é uma desordem regional neuromuscular caracterizada pela presença de locais sensíveis nas bandas musculares tensas/contraídas, acometendo músculo, tecido conectivo e fáscias. Acomete indivíduos na faixa etária entre 31 e 50 anos de idade.          

Está presente em 30% centros primários versus 85-93% dos centros especializados. Muitos profissionais da área de saúde não a reconhecem.

Mulheres com DPC têm postura anormal isso é uma adaptação na tentativa de aliviar a dor, qualquer que seja a origem poderá levar à tensão crônica muscular, articular e ligamentar.

Na maioria das vezes a paciente com dor pélvica crônica apresenta alterações posturais características como:

Hiperlordose lombar
Hiperextensão de joelhos
Anteriorização pélvica
Espasmo do m. levantador do ânus
Síndrome do piriforme

A Dor e tensão muscular crônicos podem desencadear pontos gatilho (PG) em alguns músculos, gerando:

diminuição da força muscular
limitação da amplitude de movimento
hipertonia muscular
Hipersensibilidade focal com aumento de fibras musculares com dor a palpação local ou irradiada
          
A Dor miofascial pélvica geralmente acomete os músculos:

M Levantador do Ânus
M Obturador Interno
M Reto Abdominal

Os músculos do assoalho pélvico das mulheres com DPC são doloridos e encurtados, e consequentemente fracos, essas mulheres apresentarem dificuldade de contrair isoladamente esses músculos. Homens também podem apresentar DPC.

Cabe então ao fisioterapeuta nesses casos:

Identificar e tratar alterações e desvios posturais
Relacionar as alterações posturais com as queixas do paciente
Identificar e tratar alterações musculares
Verificar e tratar as disfunções do assoalho pélvico

A Fisioterapia Uroginecólógica
A Fisioterapia Uroginecológica é uma especialidade da fisioterapia que atua no tratamento dos distúrbios perineais.
Os músculos do assoalho pélvico desenvolvem inúmeras funções benéficas para a saúde. Entre a mais importante função está à manutenção na posição anatômica dos órgãos pélvicos, funcionando como uma rede de sustentação desses órgãos. Estes músculos estão sujeitos a sofrerem atrofia, ou seja, enfraquecimento.
Com o passar da idade, somada as transformações metabólicas que o corpo apresenta, associadas ao desconhecimento, e ao desconforto de se conversar sobre esse assunto muitas pessoas apresentam prolapsos genitais que consiste na descida de órgãos pélvicos, como por exemplo, a bexiga, em consequência do enfraquecimento dessa musculatura. Assim a função de sustentação já não existe dificultando o bem-estar físico e psicológico.
As técnicas para reabilitação do assoalho pélvico podem ser aplicadas em diversas disfunções como:
1. Incontinência fecal: É a incapacidade de controlar a eliminação de fezes. Secundário a fraqueza dos músculos do assoalho pélvico.

2. Prolapsos de órgãos: É a exteriorização de órgãos pelo canal vaginal ou anal.
Acontece devido ao enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico e dos ligamentos que tem o papel de sustentar esses órgãos. Os órgãos que geralmente são projetados para fora são bexiga, útero e reto.

3. Disfunção sexual: Os transtornos sexuais podem acontecer tanto no homem como na mulher, em uma (ou mais) das três fases que compõem o ciclo de resposta sexual: desejo, excitação e orgasmo. As disfunções sexuais mais frequentes nas mulheres são o vaginismo (contração involuntária dos músculos impossibilitando a penetração), anorgasmia (dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo), dispareunia (dor durante o ato sexual). Nos homens os transtornos mais comuns são disfunção erétil (incapacidade de manter a ereção do pênis) e ejaculação precoce (incapacidade de controlar ou adiar a ejaculação).

4. Gestação e parto: Durante a gravidez, os músculos do assoalho pélvico (MAP) sofrem uma maior pressão, porque sustentam, além dos órgãos pélvicos, o bebê, e os anexos embrionários. Neste período, os MAP bem fortalecidos oferecem um apoio maior ao útero, reduz a pressão sobre a bexiga e melhora as dores lombares, que são comuns em gestantes. Os MAP fortalecidos permitem uma recuperação maior e muito mais rápida após o parto, bem como previne as lacerações da parede vaginal que podem ocorrer no parto normal.
A Fisioterapia Uroginecológica conta com equipamentos de alta tecnologia com o uso de aparelhos que visam o fortalecimento e treinamento da bexiga de forma ativa pelo paciente. Com a evolução da terapia, podem-se acrescentar exercícios perineais em ambiente clínico até a criação de total consciência para realizar exercícios domiciliares.
Esses desconfortos urogenitais geram comprometimentos devastadores à qualidade de vida das pessoas. Sentimentos como vergonha, ansiedade, frustração, depressão e medo geralmente estão associados, levando seus portadores (as) a um permanente estado de angústia e a um progressivo isolamento social.

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