A Fisioterapia na Bursite de Ombro






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A primeira paciente da semana chegou com o queixa principal de Bursite no Ombro. Muito mais comum do que se possa imaginar, a bursite é a inflamação da bolsa cheia de líquido (bursa) que se localiza entre um tendão e a pele ou entre um tendão e o osso. A doença pode ser aguda ou crônica.

Os sintomas principais são:
  • Dor nas articulações e sensibilidade ao pressionar ao redor da articulação
  • Rigidez e dor ao mover a articulação afetada
  • Inchaço, calor ou vermelhidão na articulação

Geralmente, as causas da bursite são o uso excessivo crônico de articulações, trauma, artrite reumatoide, gota ou infecção. 

A bursite do ombro freqüentemente acomete aqueles que realiza atividades com o braço em flexão (lançadores, pintores) e é muitas vezes acompanhada pela tendinopatia do supra-espinhal (tendinite ou tendinose) porque são ligados aos movimentos repetitivos durante a atividade física. A tendinite aguda afeta quase sempre os desportistas, enquanto a bursite pode também afetar pacientes sedentários e  de todas as idades.

Os pacientes respondem muito bem ao tratamento de fisioterapia que tem como objetivo, primeiramente, cessar a dor do paciente em repouso e em movimento. 

Nos primeiros dois dias, na fase aguda, é fundamental aplicar gelo por 20 minutos pelo menos 3 vezes por dia. Muitas vezes o médico recomenda antiinflamatórios não-esteróides (AINEs) para resolver esta síndrome dolorosa.
Nos casos mais resistentes, o especialista realiza infiltrações locais de cortisona ou ácido hialurônico.

Se a bursite não desaparecer em uma semana, a fisioterapia instrumental é ótima ao contrário dos medicamentos porque tem um efeito à nivel local, por exemplo a Tecar terapia, laser terapia e ultra-som.

A Manipulação miofascial é uma terapia manual que é muito eficaz no tratamento da bursite do ombro.

Os exercícios de reabilitação com movimentos mais amplos, serve para devolver a articulação a elasticidade perdida. É fundamental fazer os exercícios pendulares de Codman para a decoaptação da articulação, ou seja, tracionamento da cabeça do úmero. Esse movimento deixa mais espaço para a bolsa serosa espessada que se situa entre o acrômio e a cabeça umeral.

Durante o tratamento de Fisioterapia é muito importante que o paciente mantenha repouso para não lesar mais a região que está sendo tratada.


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